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Verbete e Metalinguagem

Verbete¹: Gênero textual que apresenta um conceito, uma definição, que varia de acordo com a concepção teórica, e que pode ter como suporte um dicionário ou uma enciclopédia.

Verbete²: 1. Nota, apontamento. 2. Palavra ou expressão dum dicionário ou enciclopédia com o (s) significado (s) e outras informações.

Metalinguagem: Em lógica e lingüística, metalinguagem é uma linguagem usada para descrever algo sobre outras linguagens (linguagem objeto)

Referências:

• FERREIRA, Aurélio B. de Holanda. MiniAurélio: o minidicionário da língua portuguesa. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. 790 p.

Wikipédia - Metalinguagem.

Estudante: Edimilson Gomes da Silva Filho

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Variações Diastráticas

A variação social ou diastrática constitui um dos tipos de variação linguística a que os falantes são submetidos. São as diferenças entre os estratos socioculturais (nível culto, nível popular, língua padrão), ou seja, são as variações que acontecem de um grupo social para outro. Relaciona-se a um conjunto de fatores que têm a ver com a identidade dos falantes e também com a organização sociocultural da comunidade de fala. Assim, é possível apontar alguns fatores relacionados às variações de natureza social: a) classe social; b) idade; c) sexo.

Observemos alguns exemplos indicativos dos fatores:

- O uso de dupla negação, como em “ninguém não viu”, indica a fala de grupos situados abaixo na escala social.

- presença de [r], em lugar de [l], em grupos consonantais, como em “brusa” (blusa) e “grobo” (globo), também sugere que os falantes estão situados abaixo na escala social ou possuem baixo grau de letramento.

- o uso do léxico particular, como presente em certas gírias (“maneiro”, “esperto”, com o sentido de avaliação positiva acerca das coisas, pessoas e situações), denota faixa etária jovem;

- o uso do pronome “tu” em situações de interação entre iguais no Rio de Janeiro, como em “Tu viu só?”, também sugere que os falantes são jovens.

- a duração de vogais como recurso expressivo, como em “maaaravilhoso”, costuma ocorrer na fala de mulheres (Camacho, 1978), assim como o uso freqüente de diminutivos, como “bonitinho”, “vermelhinho”.

Referências:

• (Adaptado de ALKMIM, Tânia Maria. “Sociolingüística”. In: Introdução à lingüística: domínios e fronteiras, v.1/Fernanda Mussalim, Anna Cristina Bentes (orgs.) – São Paulo: Cortez, 2001).

Estudante: Ana Géssica dos Santos Gadelha

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Variação Linguística

A variação de uma língua é a forma pela qual ela difere de outras formas da linguagem sistemática e coerentemente. Uma nação apresenta diversos traços de identificação, e um deles é a língua. Esta pode variar de acordo com alguns fatores, tais como o tempo, o espaço, o nível cultural e a situação em que um indivíduo se manifesta verbalmente.

Conceito

Variedade é um conceito maior do que estilo de prosa ou estilo de linguagem. Alguns escritores de sociolingüística usam o termo leto, aparentemente um processo de criação de palavras para termos específicos, são exemplos dessas variações:

• dialetos (variação diatópica?), isto é, variações faladas por comunidades geograficamente definidas.
• idioma é um termo intermediário na distinção dialeto-linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou uma linguagem) quando sua condição em relação a esta distinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para linguagem num sentido mais geral);
• socioletos, isto é, variações faladas por comunidades socialmente definidas
• linguagem padrão ou norma padrão, padronizada em função da comunicação pública e da educação
• idioletos, isto é, uma variação particular a uma certa pessoa
• registros (ou diátipos), isto é, o vocabulário especializado e/ou a gramática de certas atividades ou profissões
• etnoletos, para um grupo étnico
• ecoletos, um idioleto adotado por uma casa

Variações como dialetos, idioletos e socioletos podem ser distingüidos não apenas por seu vocabulários, mas também por diferenças na gramática, na fonologia e na versificação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais nas línguas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos. Um outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia básica da linguagem.

Certos registros profissionais, como o chamado legalês, mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. Por exemplo, jornalistas ou advogados ingleses freqüentemente usam modos gramaticais, como o modo subjuntivo, que não são mais usados com freqüência por outros falantes. Muitos registros são simplesmente um conjunto especializado de termos (veja jargão).

É uma questão de definição se gíria e calão podem ser considerados como incluídos no conceito de variação ou de estilo. Coloquialismos e expressões idiomáticas geralmente são limitadas como variações do léxico, e de, portanto, estilo.

ESPÉCIES DE VARIAÇÃO

Variação Histórica

Acontece ao longo de um determinado período de tempo, pode ser identificada ao se comparar dois estados de uma língua. O processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos socioeconomicamente mais expressivo. A forma antiga permanece ainda entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes convivem; porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala, e finalmente consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças podem ser de grafia ou de significado.

Variação Geográfica

Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam-se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores da cultura, política e economia, que acabam por definir os padrões lingüísticos utilizados na região de sua influência. As diferenças lingüísticas entre as regiões são graduais, nem sempre coincidindo com as fronteiras geográficas.

Variação Social

Agrupa alguns fatores de diversidade: o nível sócio-econômico, determinado pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; a idade e o sexo. A variação social não compromete a compreensão entre indivíduos, como poderia acontecer na variação regional; o uso de certas variantes pode indicar qual o nível sócio-econômico de uma pessoa, e há a possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido atingir o padrão de maior prestígio.

Variação Estilística

Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. Sem levar em conta as graduações intermediárias, é possível identificar dois limites extremos de estilo: o informal, quando há um mínimo de reflexão do indivíduo sobre as normas lingüísticas, utilizado nas conversações imediatas do cotidiano; e o formal, em que o grau de reflexão é máximo, utilizado em conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais elaborado e complexo. Não se deve confundir o estilo formal e informal com língua escrita e falada, pois os dois estilos ocorrem em ambas as formas de comunicação.

As diferentes modalidades de variação lingüística não existem isoladamente, havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante geográfica pode ser vista como uma variante social, considerando-se a migração entre regiões do país. Observa-se que o meio rural, por ser menos influenciado pelas mudanças da sociedade, preserva variantes antigas. O conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de mobilidade social para um indivíduo pertencente a uma classe menos favorecida.

Referências:

• CAMACHO, R. (1988). A variação lingüística. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, p. 29-41.

Estudante: João Bayma Neto

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Universais Linguísticos

Traços semelhantes entre várias línguas tornando-as próximas em um ou outro aspecto. Termo muito utilizado pela gramática gerativa, de Chomsky. Ex1: o verbo e o substantivo; estruturas presentes em todas as línguas. Ex2: a dupla articulação é característica de todas as línguas.

Referências:

• Adaptado de DUBOIS, Jean. Dicionário de Linguística. São Paulo: Cultrix, 1993).

Estudante: Leonildo Cerqueira Miranda

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Suarabacti ou Anaptixe

Suarabacti (palavra oriunda do sânscrito), também conhecida como Anaptixe (palavra oriunda do grego); designa um processo que consiste no desenvolvimento de uma vogal de apoio entre um grupo consonântico (de consoantes). Esse processo pode ser observado na linguagem popular,em palavras como advogado que pode ser pronunciada como adevogado, psicologia que pode ser pronunciada pisicologia,entre outras.

Referências:

• Câmara Jr., J.Matoso. Dicionário de lingüística e gramática, Vozes, 1981.

• Azevedo de, Sânzio. Para uma teoria do verso, edições UFC, 1997.

Estudante: Margarene Araújo da Silva

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Sinérese

É a fusão de vogais intravocabulares, ou seja , a ditongação de um hiato; é como se denomina a contração de duas vogais em um ditongo (ou uma vogal longa);é o que ocorre quando pronunciamos um hiato como se fosse um ditongo; fenômeno fonético que consiste na transformação em ditongo de duas vogais contíguas e com o mesmo timbre, por mudança da última delas para uma semi-vogal.

Referências:

• DE AZEVEDO, Sânzio. Para uma teoria do verso. Fortaleza, Edições UFC, 1997.

Wikipédia.

Infopédia.

Recanto das Letras.

Estudante: Kelly Henrique Tamiarana

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Sinédoque

s.f. Ret. É a substituição de um termo por outro, em que os sentidos destes termos têm uma relação de extensão desigual (ampliação ou redução). Tropo fundado na relação de contiguidade e que consiste em tomar a parte pelo todo, a matéria pela forma, a espécie pelo gênero, o concreto pelo abstrato, o singular pelo plural, a classe pelo indivíduo, ou vice – versa.[ é abrangida pela metonímia].C.f.metonímia.

Referências:

Wikipédia.

• Enciclopédia Larousse.

Estudante: Ana Carla Cavalcante Pio

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Segunda Língua

Língua não-nativa dentro de fronteiras territoriais em que ela tem uma função reconhecida; Língua oficial e indispensável para participação na vida política e econômica do Estado. Por ser língua do país, disponibiliza geralmente bastante input e, por isso, pode ser aprendida sem recurso à escola.

Exemplo: Falantes da língua maSena do norte de Moçambique que tem como segunda língua, o Português.

Referências:

• STERN, Hans Heinrich Stern. Fundamental Concepts of Language Teaching, Oxford. 1983. OUP.

• LEIRIA, Isabel. Português Língua Segunda e Língua Estrangeira – Investigação de Ensino.

Estudante: Alexandre Alves da Silva

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Política Linguística

A Política lingüística (PL) nasceu como área de estudos na década de 1960 e preocupa-se com a relação entre o poder e as línguas, ou mais propriamente, com as grandes decisões políticas sobre as línguas e seus usos na sociedade, que línguas podem ou não podem ser usadas em determinadas situações, oficiais ou não; em como línguas são promovidas ou proibidas, a partir de ações sobretudo do Estado sobre seus falantes (política de status); em como línguas são instrumentalizadas para determinados usos (política de corpus).

As Políticas Lingüísticas durante muito tempo foram vistas como uma incumbência exclusiva do Estado e também são conhecidas nos meios científicos com a denominação de Planificação Lingüística.

O Planejamento Lingüístico, ou seja, a Planificação Lingüística é a implementação das Políticas Lingüísticas, uma ação de vários agentes sociais e/ou agentes da sociedade civil preocupados com a existência, a conservação, a não-morte das línguas não-oficiais, das línguas que não estão sendo consideradas pelo poder de um Estado Central.

A intervenção humana na língua ou nas situações lingüísticas não é uma novidade porque sempre houve indivíduos tentando legislar, ditar o uso correto ou intervir na forma da língua. De igual modo, o poder político sempre privilegiou essa ou aquela língua, escolhendo governar o Estado numa língua ou mesmo impor à maioria a língua de uma minoria. Nosso grande exemplo deste caso, no Brasil, vem da implantação da primeira Política Lingüística para o país, saída dos gabinetes portugueses em Lisboa, mais especificamente da ordem do Marquês de Pombal quando, ignorando a imensa população que, no Brasil, falava a Língua Geral, por desentendimentos políticos com os Jesuítas, a proibiu de ser usada, implantando a Língua Portuguesa como a única para o Brasil-Colônia. Nesse sentido, Política Lingüística é a determinação das grandes decisões referentes às relações entre as línguas e a sociedade.

Referências:

• CALVET, Louis-Jean (2007). As Políticas Lingüísticas, São Paulo: Parábola.

Estudante: Viviane Araújo Souza

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Pidgin

É uma língua de emergência, sua utilização é conseqüência de uma miscelânea de línguas diferentes. Surge da necessidade de falantes de línguas distintas estabelecerem situações comunicativas. Dessa forma, o pidgin não pode ser considerado uma língua materna.

Apesar do conceito ser originário da Europa esta palavra é derivada da pronúncia chinesa para a palavra inglesa Business (negócio). Pidgin English, ou "inglês pidgin", era o nome dado ao pidgin feito da mistura entre o chinês, o inglês e o português utilizada para o comércio em Cantão durante os séculos XVIII e XIX. Alguns estudiosos questionam esta derivação da palavra pidgin, e sugerem etimologias alternativas; porém não houve ainda uma definição.

Para ELIA (1998), este termo refere-se a um conjunto de simplificações e adaptações gramaticais, ocorrendo em uma região de colonização, tendo por base a língua do colonizador, normalmente um idioma europeu. Caracteriza-se, portanto, como sendo um falar de emergência que se pratica quando, em um determinado território, se introduz a língua de um colonizador.

Se a colonização é mais profunda e duradoura, se forma uma elite na terra colonizada e o pidgin dilui-se e desaparece, como exemplo deste caso podemos citar o Brasil. Por outro lado, se o processo de colonização, dito civilizatório, é fraco, o pidgin tende a estabilizar-se e a converter-se em crioulo, processo verificado em Cabo Verde.

Referências:

• COUTO, Hildo Honório do. Anticrioulo – manifestação lingística de resistencia cultural. 1ed. Thesaurus Editora, 2002.

• ELIA, Silvio. A língua portuguesa no mundo. 2 ed. Série Princípios. São Paulo: Ática, 1998.

Fonte: Wikipédia - Pidgin. Em 24/03/09.

Estudante: Fca Ticiany Barbosa Lopes

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Mudança Linguística

A mudança lingüística deve ser vista como movimento que se inicia no instante que um indivíduo produz seu discurso, para um interlocutor específico, em uma situação comunicativa determinada. Se por um lado, a produção discursiva é limitada pelas restrições já consagradas na gramática da língua, por outro, constitui um processo criativo, em que o falante recria forma e estende sentidos de acordo com suas limitações cognitivas e às necessidades comunicativas impostas contextualmente.

Referências:

PINHO, Antônio Carlos. A mudança lingüística, sob uma perspectiva da Lingüística Funcional, 2003.

Estudante: Nélida Chaves

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Metátese

Do Latim Metathĕse e do Gr. Metáthesis transposição. “Transposição de segmentos fonéticos ou sílabas no interior de um vocábulo”.

(ANDERSON,1973HOCK,1986/)

Acontece quando foneticamente uma letra, ou seja, um fonema é deslocado de uma sílaba a outra em uma mesma palavra. Como pode se observar em: pergunta > pregunta; No nordeste brasileiro, este fenômeno se percebe, em maioria, entre falantes cuja escolaridade não passa do ensino fundamental e, ou, entre falantes de origem sertaneja.

Segundo Grammont surge para evitar grupos impronunciáveis. Edwards e Shriberg consideram que regras de metátese são regras que mudam as ordens dos seguimentos.

Exemplos:

Latim > Português padrão > Português não padrão:

fervere > ferver > frever;

ermiliculu > vermelho > vremelho;

Português padrão > Português não padrão:

perseguir > presseguir;
tábua > tauba;
força > froça;
cravícula > carvícula;
formiga > frumiga;
vidro > vrido;
caderneta > cardeneta;
estupro > estrupo;
dobrar > drobar;
satisfação > sastifação;
lábio > laibo

Classificação: Fonologia/Fonética, Lingüística Histórica.

Referências:

• HORA Dermeval da. TELLES Stella. MONARETTO Valéria N.O. Artigo: Português brasileiro uma língua de metátese?letras de Hoje.Porto Alegre, setembro 2007.

• BUENO, Silveira. Dicionário da Língua Portuguesa. S.Paulo, FTD, 1996.

Wikipédia - Metátese

Dicionário Online

Estudante: Maria Cristiane Rosa de Souza

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Metaplasmo

1. Uma mudança fonética que consiste na alteração de uma palavra pela supressão,adição ou permuta (troca) de fonemas: a elisão e a síncope são exemplos de metaplasmos.

(Fonte: Dubois, Jean. Dicionário de Linguística. São Paulo:Editora Cultrix,1993).

2. Define-se metaplasmo na rubrica retórica como um desvio da correta composição fonética da palavra, assim aceita em face da métrica e do ornamento; e na rubrica linguística como a designação comum a todas as figuras que acrescentam, suprimem, permutam ou transpõem fonemas nas palavras. Metaplasmo, do grego μετα = além + πλασμóς = formação, transformação, é o estudo das modificações fonéticas dos vocábulos através de sua evolução. Sua finalidade é a eufonia.

(Adaptado do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, 1ª. edição; e o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro: Objetivo, 2004, 3ª. edição).

Estudante: Maria Adelaide Guilherme Souza

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Línguas Latinas ou Línguas Românicas

É um grupo de idiomas proveniente da família mais vasta das línguas indo-européias, que se originaram a partir da evolução do latim (especificamente, do latim vulgar falado pelas classes populares). Atualmente, são constituídas pelos seguintes idiomas principais, também conhecidos como línguas neolatinas: português, espanhol, italiano, francês, romeno e catalão.

Há também uma grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes, como o galego, o vêneto, o occitano (de Provença, França), o sardo e o romanche, uma das línguas oficiais da Suíça; e dialetos (aragonês, asturiano, valenciano, e muitos outros espalhados pela Europa Central e pela América Latina).

Referências:

Revista Brasileira de Filologia

Estudante: Ana Angélica da Silva Santiago

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Linguagem Verbal

Linguagem é a capacidade específica humana de comunicar por meio de um sistema de signos (ou língua), que coloca em jogo uma técnica corporal complexa e supõe a existência de uma função simbólica e de centro nervoso geneticamente especializados. Esse sistema de signos vocais utilizado por um grupo social (ou comunidade linguística) determinado constitui uma língua particular. O termo verbal tem origem no latim verbale, proveniente de verbu, que quer dizer palavra. Linguagem verbal é, portanto, aquela que utiliza palavras - o signo linguístico - na comunicação.

Referências:

• Pedagogia & Comunicação In: Uol Educação.

• DUBOIS, Jean et alii.. Dicionário de Lingüística. 9ª edição, São Paulo, Editora Cultrix, 1993.

Estudante: Lidiana de Oliveira Barros

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Linguagem

Sistema de palavras, nascido da vida social, para exprimir idéias e sentimentos e servir de comunicação entre os homens; fala; idioma; dialeto; tudo o que serve para expressão de idéias e sentimentos, elemento estruturador da própria experiência humana, prática social concreta, todo e qualquer sistema de signos que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos.

Bibliografia:

• Ferreira, Aurélio Buarque de Hollanda, Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, 11ª Edição, 1972

• Souza Filho, Danilo Marcondes , Filosofia, Linguagem e Comunicação, 2001
Caroll, John Bissel, o Estudo da Linguagem, 1916

Estudante: Julita de medeiros Costa

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Língua Materna ou Língua Nativa

É a primeira língua que uma criança aprende. Em certos casos, quando a criança é educada por pais (ou outras pessoas) que falem línguas diferentes, é possível adquirir o domínio de duas línguas simultaneamente, cada uma delas podendo ser considerada língua materna, configura-se então uma situação de bilingüismo.

A expressão língua materna provém do costume em que as mães eram as únicas a educar seus filhos na primeira infância, fazendo com que a língua da mãe seja a primeira a ser assimilada pela criança, condicionando seu aparelho fonador àquele sistema lingüístico.

A aquisição da língua materna ocorre em várias fases. Inicialmente, a criança registra literalmente os fonemas e as entonações da língua, sem ainda ser capaz de os reproduzir. Em seguida, começa a produzir sons e entonações até que seu aparelho fonador permita-lhe a articular palavras e organizar frases, assimilando contemporaneamente o léxico. A sintaxe e a gramática são integradas paulatinamente dentro deste processo de aprendizagem.

Referências:

Wikipédia - Língua Materna. Dia da consulta- 29/03/2009.

Estudante: Ana Edilza Aquino de Souza

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Língua Geral

Definição:

Lingua Geral ou Lingua Franca é uma expressão latina para língua de contato ou língua de relação resultante do contato e comunicação entre grupos ou membros de grupos lingüisticamente distintos para o comércio internacional e outras interações mais extensas.

As línguas gerais

É um termo específico para determinada categoria de línguas, que surgiram na América do Sul nos séculos XVI e XVII em condições especiais de contato entre europeus e povos indígenas. A expressão língua geral tomou um sentido bem definido no Brasil nos séculos XVII e XVIII, quando, tanto em São Paulo como no Maranhão e Pará, passou a designar as línguas de origem indígena faladas, nas respectivas províncias, por toda a população originada no cruzamento de europeus e índios tupi-guaranis (especificamente os tupis em São Paulo e os tupinambás no Maranhão e Pará), à qual se foi agregando um contingente de origem africana e contingentes de vários outros povos indígenas, incorporados ao regime colonial, em geral na qualidade de escravos ou de índios de missão.

Língua geral paulista

O grupo de colonos desembarcados por Martim Afonso de Souza em São Vicente era integrado exclusivamente por homens. Somente em 1537 chegou o primeiro casal português a São Vicente (Madre de Deus [1797] 1975: 63-64). Mesmo com a chegada subseqüente de outros casais, ou com a chamada das esposas portuguesas por alguns colonos, o afluxo maior continuou sendo de homens sós, que passavam a viver com mulheres indígenas. Dessa situação resultou uma população mestiça cuja língua materna era o tupi das mães e também de toda a parentela, já que do lado dos pais em geral não havia parentes consangüíneos. Falava-se correntemente a língua original indígena e apenas o marido e, a partir de certa idade, os filhos homens eram bilíngües em português (com domínio pleno desta língua se eram portugueses, com domínio provavelmente restrito em diferentes graus quando eram mamelucos. Por muito mais de cem anos continuou o idioma das primeiras mães a ser a língua dos paulistas.

O guarani criollo

Entre os rios Paraná e Paraguai, porém, fora das reduções jesuíticas e já antes delas, desenvolveu-se uma situação de contato entre colonos espanhóis, predominantemente homens, e índios guaranis, bastante semelhante à que se produziria em São Paulo, com o surgimento de uma crescente população mestiça cuja língua materna era o guarani e não o espanhol. Nessa situação, o guarani indígena se transformou pouco a pouco na língua comum (geral) aos mestiços (mancebos de la tierra), aos espanhóis aí estabelecidos e aos índios, guaranis ou não, incorporados às atividades coloniais. Esta língua geral é hoje o guarani criollo (GNC), chamado na própria língua de avañe?en (‘língua de gente, língua de índio’) e, com referência às variedades mais marcadas por empréstimos e decalques do espanhol, jopará (‘mistura, mescla’); mais geralmente, porém, guarani paraguayo e, na Argentina, com apenas pequenas divergências dialetais, guarani correntino (do topônimo Corrientes) e guarani goyano (do topônimo Goya).

A língua geral amazônica

Na ocupação do Maranhão, do Pará e da Amazônia pelos portugueses, reproduziu-se em linhas gerais a situação que caracterizou a relação entre portugueses e tupis em São Paulo. A forte interação dos colonos e soldados portugueses com os tupinambás levou ao surgimento de uma população mestiça, inicialmente de pais europeus e mães indígenas, cuja língua ficou sendo a das mães. A partir da segunda metade do século XIX passou a ser chamada também de nheengatu, nome introduzido na literatura por Couto de Magalhães (1876), que também a rotulou de "língua tupi viva"; Tastevin (1910) chamou-a também de "língua tapïhïya" (tapy’ýja ‘índio, tapuio’). Pelos missionários franciscanos do século XVIII foi chamada não só língua geral, mas também brasiliano (Edelweiss 1969: 109ss.). Na Colômbia e na Venezuela é chamada "lengua yeral", nome em que se baseou a sigla YRL para a LGA no catálogo de línguas do mundo organizado por B. Grimes (1992).

Referências:

• RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. In: As línguas gerais sul-americanas.

Wikipédia - Língua Franca

Estudante: Millena Ariella

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Língua Estrangeira

"Conhecer uma língua quer dizer ser capaz de traduzir mentalmente, a partir da língua que se sabe, a língua que se conhece. Desde então, não falamos mais do mesmo lugar, nos comunicamos."

Melman, 1992:15-16

Estudante: Rafael Dantas

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Língua

Língua pode ser:

*Língua (anatomia) - orgão utilizado para degustação e deglutição.

*Língua (lingüística) - idioma falado por um povo.

Fala é a capacidade ou o uso dessa capacidade de emitir sons em algum padrão (uma língua). Para falar ou cantar, movimentamos cerca de uma dúzia de músculos da laringe, aproximadamente de diversas maneiras as cordas vocais. O ar que sai dos pulmões percorre os brônquios e a traquéia, chegando até a laringe, os músculos da glote se contraem, regulando a passagem do ar. Os movimentos da glote fazem as cordas vocais vibrarem e produzir sons.

Linguagem diz respeito a um sistema constituído por elementos que podem ser gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, que são usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Nesta acepção, linguagem aproxima-se do conceito de língua.

Estilo é o modo de expressar-se de um grupo ou de um período histórico. Elementos constantes ou semelhantes da produção artística de um povo num determinado período. Peculiaridade que apresentam as obras de arte ou arquitetônicas, produzidas de acordo com certos princípios, numa dada época, por determinado povo, segundo técnicas específicas.

Referências:

Yahoo Respostas

Estudante: Fabiano da Silva Lima

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