A Política lingüística (PL) nasceu como área de estudos na década de 1960 e preocupa-se com a relação entre o poder e as línguas, ou mais propriamente, com as grandes decisões políticas sobre as línguas e seus usos na sociedade, que línguas podem ou não podem ser usadas em determinadas situações, oficiais ou não; em como línguas são promovidas ou proibidas, a partir de ações sobretudo do Estado sobre seus falantes (política de status); em como línguas são instrumentalizadas para determinados usos (política de corpus).
As Políticas Lingüísticas durante muito tempo foram vistas como uma incumbência exclusiva do Estado e também são conhecidas nos meios científicos com a denominação de Planificação Lingüística.
O Planejamento Lingüístico, ou seja, a Planificação Lingüística é a implementação das Políticas Lingüísticas, uma ação de vários agentes sociais e/ou agentes da sociedade civil preocupados com a existência, a conservação, a não-morte das línguas não-oficiais, das línguas que não estão sendo consideradas pelo poder de um Estado Central.
A intervenção humana na língua ou nas situações lingüísticas não é uma novidade porque sempre houve indivíduos tentando legislar, ditar o uso correto ou intervir na forma da língua. De igual modo, o poder político sempre privilegiou essa ou aquela língua, escolhendo governar o Estado numa língua ou mesmo impor à maioria a língua de uma minoria. Nosso grande exemplo deste caso, no Brasil, vem da implantação da primeira Política Lingüística para o país, saída dos gabinetes portugueses em Lisboa, mais especificamente da ordem do Marquês de Pombal quando, ignorando a imensa população que, no Brasil, falava a Língua Geral, por desentendimentos políticos com os Jesuítas, a proibiu de ser usada, implantando a Língua Portuguesa como a única para o Brasil-Colônia. Nesse sentido, Política Lingüística é a determinação das grandes decisões referentes às relações entre as línguas e a sociedade.
Referências:
• CALVET, Louis-Jean (2007). As Políticas Lingüísticas, São Paulo: Parábola.
Estudante: Viviane Araújo Souza
Mostrando postagens com marcador Verbetes - Letra P. Mostrar todas as postagens
É uma língua de emergência, sua utilização é conseqüência de uma miscelânea de línguas diferentes. Surge da necessidade de falantes de línguas distintas estabelecerem situações comunicativas. Dessa forma, o pidgin não pode ser considerado uma língua materna.
Apesar do conceito ser originário da Europa esta palavra é derivada da pronúncia chinesa para a palavra inglesa Business (negócio). Pidgin English, ou "inglês pidgin", era o nome dado ao pidgin feito da mistura entre o chinês, o inglês e o português utilizada para o comércio em Cantão durante os séculos XVIII e XIX. Alguns estudiosos questionam esta derivação da palavra pidgin, e sugerem etimologias alternativas; porém não houve ainda uma definição.
Para ELIA (1998), este termo refere-se a um conjunto de simplificações e adaptações gramaticais, ocorrendo em uma região de colonização, tendo por base a língua do colonizador, normalmente um idioma europeu. Caracteriza-se, portanto, como sendo um falar de emergência que se pratica quando, em um determinado território, se introduz a língua de um colonizador.
Se a colonização é mais profunda e duradoura, se forma uma elite na terra colonizada e o pidgin dilui-se e desaparece, como exemplo deste caso podemos citar o Brasil. Por outro lado, se o processo de colonização, dito civilizatório, é fraco, o pidgin tende a estabilizar-se e a converter-se em crioulo, processo verificado em Cabo Verde.
Referências:
• COUTO, Hildo Honório do. Anticrioulo – manifestação lingística de resistencia cultural. 1ed. Thesaurus Editora, 2002.
• ELIA, Silvio. A língua portuguesa no mundo. 2 ed. Série Princípios. São Paulo: Ática, 1998.
Fonte: Wikipédia - Pidgin. Em 24/03/09.
Estudante: Fca Ticiany Barbosa Lopes
A política lingüística nasceu como área de estudos na década de 1960 e preocupa-se com a relação entre o poder e as línguas, ou mais propriamente, com as grandes decisões políticas sobre as línguas e seus usos na sociedade.
Faz pouco tempo que o termo "política lingüística" está circulando de maneira minimamente sistemática no Brasil. Até o ano de 2006, somente um programa de pós-graduação em lingüística tinha uma linha de pesquisa em política lingüística, o da Universidade Federal de Santa Catarina. Dedica-se ao assunto desde 1999 no Brasil e no MERCOSUL o IPOL - Instituto de Investigação e desenvolvimento em Política Lingüística — com sede em Florianópolis, Brasil. Mas sabemos que a intervenção humana na língua ou nas situações lingüísticas não é novidade: sempre houve indivíduos tentando legislar, ditar o uso correto ou intervir na forma da língua. De igual modo, o poder político sempre privilegiou essa ou aquela língua, escolhendo governar o Estado numa língua ou mesmo impor à maioria a língua de uma minoria. No entanto, a política lingüística, determinação das grandes decisões referentes às relações entre as línguas e a sociedade, é um conceito recente que englobam apenas em parte essas práticas antigas.
Nas duas últimas décadas, entretanto, o panorama das reivindicações dos movimentos sociais, a diversificação de suas pautas, o crescimento das questões étnicas, regionais, de fronteira, culturais, tornaram muito mais visível que o Brasil é um país constituído por mais de 200 comunidades lingüísticas diferentes que, a seu modo, têm se equipado para participar da vida política do país.
Assim, o crescimento desses movimentos sociais e a reação do Estado a essas reivindicações vão tornando dia a dia mais claro o âmbito das responsabilidades das políticas lingüísticas — seus métodos e interesses. Sobretudo, vão tornando mais claro que ‘política lingüística’,é uma prática política associada à intervenção sobre as situações concretas que demandam decisões políticas e planificação de políticas públicas.
Uma idéia que resume a essência de uma política linguística é que todas as línguas constituem formas preferenciais de identificação cultural no uso que o falante faz delas no seu cotidiano e contribuem para a realização do indivíduo como membro de uma comunidade. Assim se justifica a importância atribuída ao ensino da língua materna. Por outro lado, quando uma língua viva passa a ser menos conhecida e menos utilizada pelas pessoas para quem não é língua materna, perdem-se referências históricas e torna-se mais obscura a caracterização da comunidade que a fala. A necessidade de definir uma política de língua decorre destas duas razões de caráter psicossocial e cultural, reforçadas por interesses econômicos que hoje se inserem num contexto mundial. Motivos de sobra, portanto, para nos ocuparmos e preocuparmos com a definição de uma política de difusão da língua portuguesa.
Referências:
• MÜLLER DE OLIVEIRA, Gilva, IPOL, Florianópolis, julho de 2007. In: Prefácio de Políticas Linguísticas.
Estudante: Mariana Peres de Morais
Sobre este blog
Categorias
- Entrevistas (6)
- Verbetes (37)
- Verbetes - Letra A (4)
- Verbetes - Letra B (1)
- Verbetes - Letra C (1)
- Verbetes - Letra D (2)
- Verbetes - Letra E (1)
- Verbetes - Letra F (2)
- Verbetes - Letra I (2)
- Verbetes - Letra L (10)
- Verbetes - Letra M (5)
- Verbetes - Letra P (3)
- Verbetes - Letra S (4)
- Verbetes - Letra U (1)
- Verbetes - Letra V (3)
Arquivo
- junho (43)