É um grupo de idiomas proveniente da família mais vasta das línguas indo-européias, que se originaram a partir da evolução do latim (especificamente, do latim vulgar falado pelas classes populares). Atualmente, são constituídas pelos seguintes idiomas principais, também conhecidos como línguas neolatinas: português, espanhol, italiano, francês, romeno e catalão.
Há também uma grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes, como o galego, o vêneto, o occitano (de Provença, França), o sardo e o romanche, uma das línguas oficiais da Suíça; e dialetos (aragonês, asturiano, valenciano, e muitos outros espalhados pela Europa Central e pela América Latina).
Referências:
• Revista Brasileira de Filologia
Estudante: Ana Angélica da Silva Santiago
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Linguagem é a capacidade específica humana de comunicar por meio de um sistema de signos (ou língua), que coloca em jogo uma técnica corporal complexa e supõe a existência de uma função simbólica e de centro nervoso geneticamente especializados. Esse sistema de signos vocais utilizado por um grupo social (ou comunidade linguística) determinado constitui uma língua particular. O termo verbal tem origem no latim verbale, proveniente de verbu, que quer dizer palavra. Linguagem verbal é, portanto, aquela que utiliza palavras - o signo linguístico - na comunicação.
Referências:
• Pedagogia & Comunicação In: Uol Educação.
• DUBOIS, Jean et alii.. Dicionário de Lingüística. 9ª edição, São Paulo, Editora Cultrix, 1993.
Estudante: Lidiana de Oliveira Barros
Sistema de palavras, nascido da vida social, para exprimir idéias e sentimentos e servir de comunicação entre os homens; fala; idioma; dialeto; tudo o que serve para expressão de idéias e sentimentos, elemento estruturador da própria experiência humana, prática social concreta, todo e qualquer sistema de signos que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos.
Bibliografia:
• Ferreira, Aurélio Buarque de Hollanda, Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, 11ª Edição, 1972
• Souza Filho, Danilo Marcondes , Filosofia, Linguagem e Comunicação, 2001
Caroll, John Bissel, o Estudo da Linguagem, 1916
Estudante: Julita de medeiros Costa
É a primeira língua que uma criança aprende. Em certos casos, quando a criança é educada por pais (ou outras pessoas) que falem línguas diferentes, é possível adquirir o domínio de duas línguas simultaneamente, cada uma delas podendo ser considerada língua materna, configura-se então uma situação de bilingüismo.
A expressão língua materna provém do costume em que as mães eram as únicas a educar seus filhos na primeira infância, fazendo com que a língua da mãe seja a primeira a ser assimilada pela criança, condicionando seu aparelho fonador àquele sistema lingüístico.
A aquisição da língua materna ocorre em várias fases. Inicialmente, a criança registra literalmente os fonemas e as entonações da língua, sem ainda ser capaz de os reproduzir. Em seguida, começa a produzir sons e entonações até que seu aparelho fonador permita-lhe a articular palavras e organizar frases, assimilando contemporaneamente o léxico. A sintaxe e a gramática são integradas paulatinamente dentro deste processo de aprendizagem.
Referências:
• Wikipédia - Língua Materna. Dia da consulta- 29/03/2009.
Estudante: Ana Edilza Aquino de Souza
Definição:
Lingua Geral ou Lingua Franca é uma expressão latina para língua de contato ou língua de relação resultante do contato e comunicação entre grupos ou membros de grupos lingüisticamente distintos para o comércio internacional e outras interações mais extensas.
As línguas gerais
É um termo específico para determinada categoria de línguas, que surgiram na América do Sul nos séculos XVI e XVII em condições especiais de contato entre europeus e povos indígenas. A expressão língua geral tomou um sentido bem definido no Brasil nos séculos XVII e XVIII, quando, tanto em São Paulo como no Maranhão e Pará, passou a designar as línguas de origem indígena faladas, nas respectivas províncias, por toda a população originada no cruzamento de europeus e índios tupi-guaranis (especificamente os tupis em São Paulo e os tupinambás no Maranhão e Pará), à qual se foi agregando um contingente de origem africana e contingentes de vários outros povos indígenas, incorporados ao regime colonial, em geral na qualidade de escravos ou de índios de missão.
Língua geral paulista
O grupo de colonos desembarcados por Martim Afonso de Souza em São Vicente era integrado exclusivamente por homens. Somente em 1537 chegou o primeiro casal português a São Vicente (Madre de Deus [1797] 1975: 63-64). Mesmo com a chegada subseqüente de outros casais, ou com a chamada das esposas portuguesas por alguns colonos, o afluxo maior continuou sendo de homens sós, que passavam a viver com mulheres indígenas. Dessa situação resultou uma população mestiça cuja língua materna era o tupi das mães e também de toda a parentela, já que do lado dos pais em geral não havia parentes consangüíneos. Falava-se correntemente a língua original indígena e apenas o marido e, a partir de certa idade, os filhos homens eram bilíngües em português (com domínio pleno desta língua se eram portugueses, com domínio provavelmente restrito em diferentes graus quando eram mamelucos. Por muito mais de cem anos continuou o idioma das primeiras mães a ser a língua dos paulistas.
O guarani criollo
Entre os rios Paraná e Paraguai, porém, fora das reduções jesuíticas e já antes delas, desenvolveu-se uma situação de contato entre colonos espanhóis, predominantemente homens, e índios guaranis, bastante semelhante à que se produziria em São Paulo, com o surgimento de uma crescente população mestiça cuja língua materna era o guarani e não o espanhol. Nessa situação, o guarani indígena se transformou pouco a pouco na língua comum (geral) aos mestiços (mancebos de la tierra), aos espanhóis aí estabelecidos e aos índios, guaranis ou não, incorporados às atividades coloniais. Esta língua geral é hoje o guarani criollo (GNC), chamado na própria língua de avañe?en (‘língua de gente, língua de índio’) e, com referência às variedades mais marcadas por empréstimos e decalques do espanhol, jopará (‘mistura, mescla’); mais geralmente, porém, guarani paraguayo e, na Argentina, com apenas pequenas divergências dialetais, guarani correntino (do topônimo Corrientes) e guarani goyano (do topônimo Goya).
A língua geral amazônica
Na ocupação do Maranhão, do Pará e da Amazônia pelos portugueses, reproduziu-se em linhas gerais a situação que caracterizou a relação entre portugueses e tupis em São Paulo. A forte interação dos colonos e soldados portugueses com os tupinambás levou ao surgimento de uma população mestiça, inicialmente de pais europeus e mães indígenas, cuja língua ficou sendo a das mães. A partir da segunda metade do século XIX passou a ser chamada também de nheengatu, nome introduzido na literatura por Couto de Magalhães (1876), que também a rotulou de "língua tupi viva"; Tastevin (1910) chamou-a também de "língua tapïhïya" (tapy’ýja ‘índio, tapuio’). Pelos missionários franciscanos do século XVIII foi chamada não só língua geral, mas também brasiliano (Edelweiss 1969: 109ss.). Na Colômbia e na Venezuela é chamada "lengua yeral", nome em que se baseou a sigla YRL para a LGA no catálogo de línguas do mundo organizado por B. Grimes (1992).
Referências:
• RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. In: As línguas gerais sul-americanas.
• Wikipédia - Língua Franca
Estudante: Millena Ariella
"Conhecer uma língua quer dizer ser capaz de traduzir mentalmente, a partir da língua que se sabe, a língua que se conhece. Desde então, não falamos mais do mesmo lugar, nos comunicamos."
Melman, 1992:15-16
Estudante: Rafael Dantas
Língua pode ser:
*Língua (anatomia) - orgão utilizado para degustação e deglutição.
*Língua (lingüística) - idioma falado por um povo.
Fala é a capacidade ou o uso dessa capacidade de emitir sons em algum padrão (uma língua). Para falar ou cantar, movimentamos cerca de uma dúzia de músculos da laringe, aproximadamente de diversas maneiras as cordas vocais. O ar que sai dos pulmões percorre os brônquios e a traquéia, chegando até a laringe, os músculos da glote se contraem, regulando a passagem do ar. Os movimentos da glote fazem as cordas vocais vibrarem e produzir sons.
Linguagem diz respeito a um sistema constituído por elementos que podem ser gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, que são usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Nesta acepção, linguagem aproxima-se do conceito de língua.
Estilo é o modo de expressar-se de um grupo ou de um período histórico. Elementos constantes ou semelhantes da produção artística de um povo num determinado período. Peculiaridade que apresentam as obras de arte ou arquitetônicas, produzidas de acordo com certos princípios, numa dada época, por determinado povo, segundo técnicas específicas.
Referências:
• Yahoo Respostas
Estudante: Fabiano da Silva Lima
Língua materna é a que uma criança aprende até os 5/6 anos. É o indivíduo que tendo adquirdo uma língua particular, por exemplo o português, possui todos os subsídios necessários para o funcionamento da mesma. Entretanto, há pessoas que possuem a capacidade de falar duas línguas quando criança. Isso ocorre devido ao convívio com pais ou pessoas que se comunicam entre si através de idiomas distintos. É o caso do bilingüísmo.
Referências:
• Wikicionário - Língua Materna.
• Dicionário Babylon
Estudante: Francisco Rodrigo Batista da Silva
Linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil, etc., ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos.
Os elementos constitutivos da linguagem são, pois, gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Embora os animais também se comuniquem, a linguagem propriamente dita pertence apenas ao Homem.
Generalidades
Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação, latente ou em ação ou exercício, esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo, por uma nação, munido de regras próprias (sua gramática).
Noutra acepção (anátomo-fisiológica), linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua.
Por extensão, chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação.
O estudo da linguagem, que envolve os signos, de uma forma geral, é chamado semiótica. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua,[4] que é apenas um dos sinais estudados na semiótica.
Origens da linguagem humana
A respeito das origens da linguagem humana, alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem foi criada a partir de uma comunicação gestual com as mãos. A partir de alterações no aparelho fonador, os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas.
Obs:Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação.
Elementos da comunicação
• Emissor - emite, codifica a mensagem;
• Receptor - recebe, decodifica a mensagem;
• Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor;
• Código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem;
• Referente - contexto relacionado a emissor e receptor;
• Canal - meio pelo qual circula a mensagem.
Observação: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação
Funções da linguagem
• Emotiva (ou expressiva) - a mensagem centra-se no "eu" do emissor, é carregada de subjectividade. Ligada a esta função está, por norma, a poesia lírica.
• Função apelativa (imperativa) - com este tipo de mensagem, o emissor actua sobre o receptor, afim de que este assuma determinado comportamento; há frequente uso do vocativo e do imperativo. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade.
• Função metalinguística - função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando, na análise de um texto, investigamos os seus aspectos morfo-sintácticos e/ou semânticos.
• Função informativa (ou referencial) - função usada quando o emissor informa objectivamente o receptor de uma realidade, ou acontecimento.
• Função fática - pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores, muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).
• Função poética - embeleza, enriquecendo a mensagem com figuras de estilo, palavras belas, expressivas, ritmos agradáveis, etc.
Linguagem humana
A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão, que permitiram o aumento do volume do cérebro, a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial.
Devido a estas capacidades, para além da linguagem falada e escrita, o homem - aprendendo pela observação de animais - desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países, não só para melhorar a comunicação entre surdos, mas também para utilizar em situações especiais, como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido, mas que se podem observar entre si.
Linguagem e línguas: Taxonomia das línguas
As línguas do mundo foram agrupadas em famílias de línguas que têm semelhanças. Os maiores grupos são as línguas indo-européias, línguas afro-asiáticas e as línguas sino-tibetanas.
Línguas construídas
Uma das muitas línguas planejadas que existem, o esperanto, foi criada por L. L. Zamenhof. O Esperanto é uma compilação de vários elementos de diferentes línguas humanas cuja intenção é de ser uma língua de fácil aprendizagem, de forma a proporcionar a toda a população humana uma forma mais fácil e democrática de se comunicar. Hoje é possível encontrar recursos didáticos - gratuitos ou não - na rede mundial para aprendê-la; é uma língua viva em ascensão.
Outras línguas artificiais cada vez mais exploradas e conhecidas hoje em dia são as criadas por J. R. R. Tolkien, autor dos livros da série O Senhor dos Anéis. Segundo o próprio autor, ele criou todo um mundo de aventuras para ter um contexto e um lugar próprio onde inserir as línguas que tinha criado. Na lista de línguas que Tolkien criou podem encontra-se: Quenya, Sindarin, Adûnaic, Entish, Khuzdûl.
O número de línguas artificiais, geralmente chamadas conlangs (palavra que vem do inglês constructed language, "língua construída") tem vindo a aumentar a cada dia. Há vários sites na Internet que aprofundam o tema, contendo listas e breves introduções a centenas ou mesmo milhares de línguas artificiais. A maioria das pessoas que se dedica ao fenómeno, os chamados conlangers, fazem parte de uma lista de distribuição de emails: a CONLIST.
Idiomas minoritários e línguas minoritárias
Idiomas minoritários, como pode facilmente ser deduzido, são línguas utilizadas por certos segmentos minoritários de uma civilização. Muito embora, em certos casos, uma língua pode até ser falada pela maioria dos habitantes de um país em seu cotidiano, mas mesmo assim ser a língua não oficial ou nacional e, para todos os efeitos, permanecendo na condição de idioma minoritário. Um exemplo a ser citado seria o idioma tetum prevalente na nova nação (Timor-Leste), onde o idioma oficial nacional escolhido foi a língua de Camões.
Línguas minoritárias podem existir restritas à condição oral, isto é, somente falada ou podem ser também escritas (ou semi-escritas). Normalmente idiomas minoritários podem ser divididos entre duas categorias: Idiomas autóctones e idiomas alóctones. Autóctone significa natural da terra, indígena. Alóctone significa basicamente língua transplantada ou língua de imigração.
Muitas línguas minoritárias autóctones, como as indígenas do continente americano, adotaram um sistema de escrita europeu com forma de autonomia ante a adaptação.
Outras línguas transplantadas, ao passar do tempo, tornaram-se basicamente línguas faladas mas muito pouco escritas. Um exemplo disso é o idioma alemão cultivado no sul do Brasil por quase duzentos anos (em 2005) que é utilizado em casa e nos círculos mais íntimos, sendo que o português é a língua pública e escrita.
Vejamos alguns exemplos pertinentes ao Brasil: Na primeira categoria se encaixam idiomas nativos como o mbyá-guaraní, o caingangue (kaingang), o terena, etc... já na segunda categoria se enquadram línguas regionais brasileiras que resultaram da incursão de povos de fora, como o idioma alemão (nas suas distintas variações como o pomerano ou Pommersch Platt e o Hunsrückisch, também conhecido por Riograndenser Hunsrückisch ou Hunsrückisch Platt), o italiano ou talian, o japonês, o romani (um falar cigano) e o yorubá ou Iorubá (sendo que esta língua de origem africana permanece viva mais nos rituais religiosos afro-brasileiros, como no candomblé de Salvador da Bahia).
Além disso existem línguas que resultam de contato com o estrangeiro, por exemplo, brasileiros que habitam regiões fronteiriças e que, conseqüentemente, aprendem a falar castelhano (ou ao menos o chamado portunhol ou portuñol). Nas fronteiras dos Estados Unidos, similarmente, surge o falar Chicano ou Spanglish.
Ainda dentro desta categoria podem ser classificadas aquelas línguas novas que resultam de tais contatos, tomando vida própria e passando a funcionar como língua comum ou franca entre dois ou mais grupos de falantes de idiomas diferentes. Por exemplo, a Língua Geral do Brasil colonial, mas que é, ainda hoje, falada em certas localidades do Amazonas. E, também, comparativamente, pode-se citar o Jargão Chinook (ou Chinook Jargon) que surgiu no noroeste da América do Norte, que foi utilizado por diferentes tribos da região, por europeus e até mesmo por imigrantes chineses. Em ambos os casos, tanto a Língua Geral como o Jargão Chinook (pronunciado xâ-núk) surgiram formas escritas, além da oral.
Também temos os exemplos de línguas de contato adotadas através da incursão de brasileiros nas academias e universidades estrangeiras, por exemplo o francês e o inglês. As línguas artificiais ou construídas também são línguas minoritárias, inclusive a língua de sinais, conforme já citado neste espaço.
Também vale notar os regionalismos que surgem praticamente em todas as culturas do mundo. No Brasil podemos citar variações distintas da língua nacional que se desenvolveram através dos anos, como por exemplo as falas do gaúcho, do carioca, do nordestino, do capixaba, do baiano, do mineiro, etc.
Existem mais duas categorias distintas de falares freqüentemente ignorados quando se fala nas línguas do mundo:
A primeira destas classificações tratando-se das línguas inventadas por crianças e jovens para se comunicarem entre si em segredo na presença de adultos, geralmente de seus pais (play languages). Um exemplo disso é o chamado "pig latin" (Igpay Atinlay) que existe principalmente no mundo cultural anglo-saxão. No mundo cultural castelhano existe o jargão jeringonzo, também chamado de jeringonza e jeringôncio). No Brasil existe a chamada Língua do P.
A segunda destas categorias são as linguagens próprias de profissões ou de certos meios que são, muitas vezes, considerados de má ou questionável reputação. No mundo teuto (alemão) existe o falar Rotwelsch ou Gaunersprache (o falar da malandragem), sendo que seus equivalentes na Grã Bretanha, na França e na Argentina são, respectivamente, o cant, o argot e o lunfardo.
Um assunto controverso que tem emergido em certos meios já desde antes de virada do milênio é justamente a preservação e, até mesmo, o reavivamento de línguas minoritárias ou de línguas minoritárias em determinados contextos. O primeiro é o caso do irlandês na Irlanda ou do maori na Nova Zelândia - este último exemplo sendo considerado um dos grandes sucessos. O segundo caso, o do galego na Espanha, considerado por muitos uma variedade do português, ou o francês no Canadá pois são línguas internacionais mas com estatuto minoritário nesse contexto. Existe toda uma preocupação com o rápido desaparecimento de idiomas no mundo, especialmente com o advento da globalização.
A modo de exemplo, apesar de mais de duzentas línguas serem faladas na República do Brasil, a vasta maioria dos brasileiros acredita que se fala somente português.
Linguagens não-humanas.
Para muitos autores uma das principais distinções entre homem - animal ou Homo sapiens outros hominídeos se dá através da linguagem.
Estudos sobre os macacos chimpanzés (Pan) identificaram mais de cem sinais para comportamentos de jogo, agressão, alarme, organização do bando, sexo, etc. Esse número tem sido revisto com os experimentos de ensino da linguagem a primatas bem como com a análise da interação dos cães, especialmente pastores, com as atividades profissionais humanas.
Mas isso nem se compara à linguagem humana. Pesquisas sobre desenvolvimento da linguagem já identificaram entre estudantes de universidades um vocabulário de 80 mil palavras.
Linguagem formal
• Linguagem de programação
• Linguagem de computador
Referências:
1. ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática metódica da língua portuguesa. São Paulo (SP, Brasil): Saraiva, 2005.
2. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. 'Dicionário da língua portuguesa'. Rio de Janeiro (RJ, Brasil): Nova Fronteira, 2000.
3. Verónica Bicho, Funcionamento da Língua Portuguesa. Edições Sebenta
4. Saussure
5. http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u62045.shtml
6. Verónica Bicho, Funcionamento da Língua Portuguesa. Edições Sebenta
Fonte: Wikipédia - Linguagem
Estudante: Alana Priscilla Araújo Gomes
1. Chama-se língua materna a primeira língua aprendida por um falante (aquela de que ele é o falante nativo) ao contato do ambiente familiar imediato.
DUBOIS et al, 2006
2. Aquela que é definida pela comunidade da qual faz parte um determinado indivíduo. (HALLIDAY et at, 1974) 3. Aquela que é e permanece sendo, para a maioria dos homens, durante toda a vida, a única da qual são tirados todos os seus registros. (HALLIDAY et at, 1974) 4. Aquela que é capaz de fazer para o falante nativo todo o trabalho para o qual necessita da linguagem.
HALLIDAY et al, 1974
Estudante: Beatriz Passamai Pereira
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