Família Linguística é um grupo de línguas provenientes de uma mesma descendência, ou de uma mesma linhagem, que derivam de uma língua ancestral comum. Esse grupo de línguas é rigorosamente identificado através da Filologia, ciência que estuda uma língua a partir de documentos escritos, considerando fatos externos e internos que influenciaram na evolução de uma determinada língua ao longo do tempo. Sendo assim, a família linguística é uma unidade filogenética, o que significa dizer que todos os seus membros derivam de um ancestral comum chamado de “protolíngua”. Este ancestral é geralmente muito pouco conhecido diretamente, uma vez que a maior parte das línguas tem uma história escrita muito reduzida.
As famílias lingüísticas podem ser divididas em unidades filogenéticas menores, referidas convencionalmente como “ramos da família”, porque a história de uma família linguística é muitas vezes representada por um diagrama em árvore, uma espécie de “árvore genealógica” da língua em estudo. Como não temos, na maioria dos casos, conhecimento direto da protolíngua da qual os membros de determinada família ou subfamília descendem, é possível recuperar muitas das características de uma família linguística aplicando o “método comparativo”. Este procedimento, desenvolvido no século XIX pelo linguista August Schleicher, concerne na reconstrução da linhagem de determinada lingua com base na sua linha do tempo e no emparelhamento formal-semântico de duas ou mais línguas, independente do aspecto temporal.
Um exemplo concernente ao assunto diz respeito à família linguística indo-européia: muitos dos linguistas e filólogos que trabalham pelo viés do método histórico-comparativo, sustentam a tese de que o indo-europeu é o eixo comum de todas as línguas oficiais dos países da Europa Ocidental, com exceção do basco, e que subdividem-se em quatro ramos da família indo-européia: o helênico (grego), o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.), o germânico (inglês, alemão) e o céltico (irlandês, gaélico).
Referências:
• Lyons, John.“Linguagem e Linguistica – Uma Introdução”.Tradução de Averbuurg, Marilda Winkler; Souza, Clarisse Sieckenius de. LTC Editora. Rio de Janeiro-RJ, 1987.
• Saussure, Ferdinand de. “Curso de Linguistica Geral”. Tradução de Chelini, Antônio; Paes, José Paulo; Blikstein, Izidoro. Editora Cultrix LTDA. São Paulo-SP, 1995.
• Wikipédia - Filologia
• Wikipédia - Família Linguística
• Wikipédia - Línguas Indo-européias
• Wikipédia - Familia de Lenguas (espanhol)
• A Língua Portuguesa - UFRN
• Wapédia - Família Linguística
• Dicionário Aulete
Estudante: Fernanda Lima
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Sabemos que quanto mais evoluída é uma nação maior é o interesse que recai sobre sua língua, daí a necessidade que muitos estudiosos tiveram de analisá-las. Ao realizarem esses estudos percebeu-se que muitas línguas possuem semelhanças entre si, formando “grupos”. Aprofundando-se nessas semelhanças descobriram-se as famílias linguísticas.
Famílias Linguísticas é um grupo de línguas que derivaram de um ancestral comum, uma proto-língua. Geralmente essa proto-língua é pouco conhecida, devido a pobreza de material escrito naquela época, porém é possível conhecê-la através de um processo histórico-comparativo, que trata-se de uma reconstituição da proto-língua a partir de suas “filhas”, baseando-se em suas semelhanças e diferenças.
As grandes famílias possuem ramos que são unidades filogenéticas menores. As línguas que não podem ser classificadas em nenhuma família são conhecidas como línguas isoladas.
As descrições já feitas permitiram identificar as seguintes famílias lingüísticas:
1. Línguas Indoeuropéias, a maior e a mais falada das famílias linguísticas.
2. Línguas Camito-semíticas: línguas etiópicas, árabe, aramaico, copta, berbere, hebraico, cuchítico, etc.
3. Línguas Uralo-altaicas: ugro-finlandês (finlandês, este, lapão, magiar), turco-mongol (turco, mongol), samoiedo, tungúsio.
4. Línguas Niger-congo (África).
5. Línguas Banto (África).
6. Línguas Nilo-saarianas (África).
7. Línguas Khoin: bosquímano, hotentote (África).
8. Línguas Caucasianas: georgiano, mingrélio, etc.
9. Línguas Malaio-polinésias e Melanésias: indonésio, malgaxe, etc.
10. Línguas da Ásia: línguas dravídicas (tâmul), línguas munda, línguas tai (laociano, siamês, vietnamita), chinês, línguas mon-khmer (cambodjiano), línguas tibeto-birmanesas, aino, coreano, japonês.
11. Línguas do filo* Ártico americano-paleossiberiano (esquimó, etc.),
12. Línguas do filo Na-Dene (línguas entre outras dos índios Apache e Navaho)
13. Línguas do filo Macro-Algonquino (línguas do Canadá e do norte dos Estados Unidos)
14. Línguas do filo Macro-Sioux
15. Línguas do filo Hoka (línguas da Califórnia e do México)
16. Línguas do filo Penuti (famílias Mixe-Zoque, Totonaca, Maia, entre outras)
17. Línguas do filo Azteca-Tano (entre outras, o Náutl Clássico)
18. Línguas do filo Oto-Mangue (línguas do México e da América Central)
19. Filo Macro-Chibcha (línguas da América Central e Norte do Brasil)
20. Línguas do macrofilo Jê-Pano-Karib, que inclui o Filo Macro-Jê no Brasil
21. Línguas do macrofilo Andino Equatorial (quêchua, aimara, faladas na Bolívia, Equador e Peru – línguas faladas por milhões de indivíduos), Tukano, Katukina, Tupi, entre outras.
Vamos nos deter um pouco na família indo-européia, pois dela originou o Latim, quer por sua vez transformou-se nas línguas românicas, entre as quais está o português.
Parte dos imigrantes indo-europeus instalaram-se na região do Lácio, na Itália, provavelmente 2.000 a.C. Por volta de 700 a.C. surgiu o Latim. Com o desenvolvimento da civilização romana, já em 150 a.C., os romanos invadem a península ibérica. O Latim que se dissemina na região da península é o Latim Vulgar, marcado pelo dinamismo, por ser utilizado pela comunidade ágrafa. Na península ibérica entra em contato com as línguas dos povos pré e pós-romanos, transformando-se por estes e outros fatores de ordem pragmática, dando origem as línguas românicas, entre elas o português no séc XIII d.C. Com a formação da nação portuguesa, e sua subsequente expansão, o português é trazido para o Brasil a partir de 1530.
Referências Bibliograáficas:
• CASTILHO, Ataliba. Como, onde e quando nasceu a língua portuguesa?
• CASTILHO, Ataliba. Como as línguas nascem e morrem? O que são famílias lingüísticas?
•
Wikipédia
Estudante: Tarcília Barboza Oliveira
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