Língua

Língua pode ser:

*Língua (anatomia) - orgão utilizado para degustação e deglutição.

*Língua (lingüística) - idioma falado por um povo.

Fala é a capacidade ou o uso dessa capacidade de emitir sons em algum padrão (uma língua). Para falar ou cantar, movimentamos cerca de uma dúzia de músculos da laringe, aproximadamente de diversas maneiras as cordas vocais. O ar que sai dos pulmões percorre os brônquios e a traquéia, chegando até a laringe, os músculos da glote se contraem, regulando a passagem do ar. Os movimentos da glote fazem as cordas vocais vibrarem e produzir sons.

Linguagem diz respeito a um sistema constituído por elementos que podem ser gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, que são usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Nesta acepção, linguagem aproxima-se do conceito de língua.

Estilo é o modo de expressar-se de um grupo ou de um período histórico. Elementos constantes ou semelhantes da produção artística de um povo num determinado período. Peculiaridade que apresentam as obras de arte ou arquitetônicas, produzidas de acordo com certos princípios, numa dada época, por determinado povo, segundo técnicas específicas.

Referências:

Yahoo Respostas

Estudante: Fabiano da Silva Lima

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Interlíngua

1. Uma palavra é adotada em Interlíngua desde que ela seja comum a pelo menos 3 das línguas nacionais escolhidas como fonte: português, espanhol, italiano, francês e inglês; alemão e russo podem vir a ser considerados.

A forma da palavra é a forma do protótipo, isto é, a forma que deu origem às diferentes formas das línguas nacionais. Assim, embora a palavra portuguesa olho possa ser bastante diferente do espanhol ojo, do italiano occhio e do francês oeil, todas se originaram de uma forma latina anterior oculo, que sobrevive na composição de palavras internacionais como oculista, ocular, etc. Portanto, olho em Interlíngua é oculo. (Interlíngua não usa sinais de acento gráfico; neste texto vogais tônicas serão sublinhadas para facilitar a leitura.

2. A interlíngua é uma língua auxiliar internacional baseada na existência de um vasto vocabulário comum compartilhado por línguas de grande difusão mundial. São palavras como abreviação, abdicação, abdução, abjuração, abolição, abominação, aborígene, absoluto, absorção, abstenção, abstração, acácia, etc.
Essas palavras geralmente são greco-romanas em sua origem, mas há palavras internacionais de outras origens: iglu, quimono, vodca, jaguar, vis-à-vis, software, etc.

A interlíngua veio a público em 1951 pela International Auxiliary Language Association, após mais de duas décadas de estudos lingüísticos, com a publicação das suas duas obras básicas que são: Interlingua–English Dictionary, com 27.000 palavras, e Interlingua Grammar.

3. Interlíngua é o sistema de transição criado pelo aprendiz, ao longo de seu processo de assimilação de uma língua estrangeira. É a linguagem produzida por um falante não nativo a partir do início do aprendizado, caracterizada pela interferência da língua materna, até o aprendiz ter alcançado seu teto na língua estrangeira, ou seja, seu potencial máximo de aprendizado.

Referências:

O que é Interlíngua?

Wikipédia - Interlíngua

Interferência, Língua e Fossilização

Estudante: Fúlvio Saraiva

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Idioleto

idioleto /é/ s.m. LING o sistema lingüístico de um só indivíduo num determinado período de sua vida, que reflete suas características pessoais, os estímulos a que foi submetido, sua biografia etc.; idiolecto [Pertence ao campo da langue, e não da parole, porque trata de particularidades lingüísticas constantes, não fortuitas.] ETIM idi(o)- + -leto (ou -lecto), depreendido de dialeto; ver dialect- ou dialet.

HOUAISS, Antônio (1915-1999) e Villar, Mauro de Salles (1939- ). Dicionário Houaiss da Língua Português. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Idioleto

Idioleto é o conjunto dos enunciados produzidos por uma só pessoa, e principalmente as constantes lingüísticas que lhes estão subjacentes e que consideramos como idiomas ou sistemas específicos; o idioleto é, portanto, o conjunto dos usos de uma língua própria de um indivíduo, num momento determinado (seu estilo).

A noção de idioleto acentua certos caracteres particulares dos problemas da geografia lingüística: todo “corpus” de falares, dialetos ou línguas só é representativo na medida em que emana de locutores suficientemente diversificados; mas é, pelo menos no início, sobre bases não lingüísticas que são escolhidos esses locutores e os enunciados que eles produzem. Mesmo se o pesquisador levanta, para um dado falar, enunciados em número suficiente de todos os locutores encontrados na língua estudada, ele postula implicitamente que esses locutores têm o mesmo falar. A noção de idioleto implica, ao contrário, que há variação não somente de um país a outro, de uma região a outra, de uma aldeia a outra, de uma classe social a outra, mas também de uma pessoa a outra. O idioleto é, de início, a única realidade que encontra o dialetólogo.

DUBOIS, Jean, Mathée Giacomo, Lois Guespin, Christiane Marcellesi, Jean-Baptiste Marcellesi, Jean-Pierre Mevel. Dicionário de Linguística. São Paulo: Editora Cultrix. 8ª edição, 2001.

Idioleto s.m.
FR. Idiolecte; INGL. Idiolect


1. Idioleto é a atividade semiótica, produtora e/ou leitora das significações – ou o conjunto de textos relativos a isso -, própria de um autor* individual*, que participa de um universo* semântico dado. Na prática das línguas* naturais, as variações* individuais não podem ser muito numerosas nem constituir desvios* muito grandes: elas correriam, assim, o risco de interromper a comunicação* interindividual. Neste sentido, são consideradas geralmente como fenômenos de superfície*, que afetam, em primeiro lugar, os componentes fonético e lexical da língua. Em estado puro, o idioleto depende da psicolingüística patológica e poderia ser identificado com a noção de autismo.

2. Situado no nível das estruturas profundas*, o problema do idioleto deve ser aproximado da noção de estilo*. Nessa perspectiva, pode-se conceber o idioleto como sendo o uso que um ator individual faz do universo semântico indvidual (tal como está constituído pela categoria* vida/morte) que ele pode dotar de investimentos hipotáxicos* particularizantes, e do universo coletivo (articulado pela categoria natureza/cultura), de cujos termos ele pode dispor a seu modo, homologando-o como o universo individual. Evidentemente são apenas algumas sugestões, relativas a uma problemática particularmente árdua.

GREIMAS, A. J. e J. Courtés. Universo semântico, Socioleto, Estilo, Psicossemiótica. Dicionário de semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.

Estudante: Ítalo Rodrigues Sousa

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Família Linguística

Família Linguística é um grupo de línguas provenientes de uma mesma descendência, ou de uma mesma linhagem, que derivam de uma língua ancestral comum. Esse grupo de línguas é rigorosamente identificado através da Filologia, ciência que estuda uma língua a partir de documentos escritos, considerando fatos externos e internos que influenciaram na evolução de uma determinada língua ao longo do tempo. Sendo assim, a família linguística é uma unidade filogenética, o que significa dizer que todos os seus membros derivam de um ancestral comum chamado de “protolíngua”. Este ancestral é geralmente muito pouco conhecido diretamente, uma vez que a maior parte das línguas tem uma história escrita muito reduzida.

As famílias lingüísticas podem ser divididas em unidades filogenéticas menores, referidas convencionalmente como “ramos da família”, porque a história de uma família linguística é muitas vezes representada por um diagrama em árvore, uma espécie de “árvore genealógica” da língua em estudo. Como não temos, na maioria dos casos, conhecimento direto da protolíngua da qual os membros de determinada família ou subfamília descendem, é possível recuperar muitas das características de uma família linguística aplicando o “método comparativo”. Este procedimento, desenvolvido no século XIX pelo linguista August Schleicher, concerne na reconstrução da linhagem de determinada lingua com base na sua linha do tempo e no emparelhamento formal-semântico de duas ou mais línguas, independente do aspecto temporal.

Um exemplo concernente ao assunto diz respeito à família linguística indo-européia: muitos dos linguistas e filólogos que trabalham pelo viés do método histórico-comparativo, sustentam a tese de que o indo-europeu é o eixo comum de todas as línguas oficiais dos países da Europa Ocidental, com exceção do basco, e que subdividem-se em quatro ramos da família indo-européia: o helênico (grego), o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.), o germânico (inglês, alemão) e o céltico (irlandês, gaélico).

Referências:

• Lyons, John.“Linguagem e Linguistica – Uma Introdução”.Tradução de Averbuurg, Marilda Winkler; Souza, Clarisse Sieckenius de. LTC Editora. Rio de Janeiro-RJ, 1987.

• Saussure, Ferdinand de. “Curso de Linguistica Geral”. Tradução de Chelini, Antônio; Paes, José Paulo; Blikstein, Izidoro. Editora Cultrix LTDA. São Paulo-SP, 1995.

Wikipédia - Filologia

Wikipédia - Família Linguística

Wikipédia - Línguas Indo-européias

Wikipédia - Familia de Lenguas (espanhol)

A Língua Portuguesa - UFRN

Wapédia - Família Linguística

Dicionário Aulete

Estudante: Fernanda Lima

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Famílias Linguísticas

Sabemos que quanto mais evoluída é uma nação maior é o interesse que recai sobre sua língua, daí a necessidade que muitos estudiosos tiveram de analisá-las. Ao realizarem esses estudos percebeu-se que muitas línguas possuem semelhanças entre si, formando “grupos”. Aprofundando-se nessas semelhanças descobriram-se as famílias linguísticas.

Famílias Linguísticas é um grupo de línguas que derivaram de um ancestral comum, uma proto-língua. Geralmente essa proto-língua é pouco conhecida, devido a pobreza de material escrito naquela época, porém é possível conhecê-la através de um processo histórico-comparativo, que trata-se de uma reconstituição da proto-língua a partir de suas “filhas”, baseando-se em suas semelhanças e diferenças.

As grandes famílias possuem ramos que são unidades filogenéticas menores. As línguas que não podem ser classificadas em nenhuma família são conhecidas como línguas isoladas.

As descrições já feitas permitiram identificar as seguintes famílias lingüísticas:

1. Línguas Indoeuropéias, a maior e a mais falada das famílias linguísticas.
2. Línguas Camito-semíticas: línguas etiópicas, árabe, aramaico, copta, berbere, hebraico, cuchítico, etc.
3. Línguas Uralo-altaicas: ugro-finlandês (finlandês, este, lapão, magiar), turco-mongol (turco, mongol), samoiedo, tungúsio.
4. Línguas Niger-congo (África).
5. Línguas Banto (África).
6. Línguas Nilo-saarianas (África).
7. Línguas Khoin: bosquímano, hotentote (África).
8. Línguas Caucasianas: georgiano, mingrélio, etc.
9. Línguas Malaio-polinésias e Melanésias: indonésio, malgaxe, etc.
10. Línguas da Ásia: línguas dravídicas (tâmul), línguas munda, línguas tai (laociano, siamês, vietnamita), chinês, línguas mon-khmer (cambodjiano), línguas tibeto-birmanesas, aino, coreano, japonês.
11. Línguas do filo* Ártico americano-paleossiberiano (esquimó, etc.),
12. Línguas do filo Na-Dene (línguas entre outras dos índios Apache e Navaho)
13. Línguas do filo Macro-Algonquino (línguas do Canadá e do norte dos Estados Unidos)
14. Línguas do filo Macro-Sioux
15. Línguas do filo Hoka (línguas da Califórnia e do México)
16. Línguas do filo Penuti (famílias Mixe-Zoque, Totonaca, Maia, entre outras)
17. Línguas do filo Azteca-Tano (entre outras, o Náutl Clássico)
18. Línguas do filo Oto-Mangue (línguas do México e da América Central)
19. Filo Macro-Chibcha (línguas da América Central e Norte do Brasil)
20. Línguas do macrofilo Jê-Pano-Karib, que inclui o Filo Macro-Jê no Brasil
21. Línguas do macrofilo Andino Equatorial (quêchua, aimara, faladas na Bolívia, Equador e Peru – línguas faladas por milhões de indivíduos), Tukano, Katukina, Tupi, entre outras.

Vamos nos deter um pouco na família indo-européia, pois dela originou o Latim, quer por sua vez transformou-se nas línguas românicas, entre as quais está o português.

Parte dos imigrantes indo-europeus instalaram-se na região do Lácio, na Itália, provavelmente 2.000 a.C. Por volta de 700 a.C. surgiu o Latim. Com o desenvolvimento da civilização romana, já em 150 a.C., os romanos invadem a península ibérica. O Latim que se dissemina na região da península é o Latim Vulgar, marcado pelo dinamismo, por ser utilizado pela comunidade ágrafa. Na península ibérica entra em contato com as línguas dos povos pré e pós-romanos, transformando-se por estes e outros fatores de ordem pragmática, dando origem as línguas românicas, entre elas o português no séc XIII d.C. Com a formação da nação portuguesa, e sua subsequente expansão, o português é trazido para o Brasil a partir de 1530.

Referências Bibliograáficas:

• CASTILHO, Ataliba. Como, onde e quando nasceu a língua portuguesa?

• CASTILHO, Ataliba. Como as línguas nascem e morrem? O que são famílias lingüísticas?


Wikipédia


Estudante: Tarcília Barboza Oliveira

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