Linguagem é a capacidade específica humana de comunicar por meio de um sistema de signos (ou língua), que coloca em jogo uma técnica corporal complexa e supõe a existência de uma função simbólica e de centro nervoso geneticamente especializados. Esse sistema de signos vocais utilizado por um grupo social (ou comunidade linguística) determinado constitui uma língua particular. O termo verbal tem origem no latim verbale, proveniente de verbu, que quer dizer palavra. Linguagem verbal é, portanto, aquela que utiliza palavras - o signo linguístico - na comunicação.
Referências:
• Pedagogia & Comunicação In: Uol Educação.
• DUBOIS, Jean et alii.. Dicionário de Lingüística. 9ª edição, São Paulo, Editora Cultrix, 1993.
Estudante: Lidiana de Oliveira Barros
Sistema de palavras, nascido da vida social, para exprimir idéias e sentimentos e servir de comunicação entre os homens; fala; idioma; dialeto; tudo o que serve para expressão de idéias e sentimentos, elemento estruturador da própria experiência humana, prática social concreta, todo e qualquer sistema de signos que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos.
Bibliografia:
• Ferreira, Aurélio Buarque de Hollanda, Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, 11ª Edição, 1972
• Souza Filho, Danilo Marcondes , Filosofia, Linguagem e Comunicação, 2001
Caroll, John Bissel, o Estudo da Linguagem, 1916
Estudante: Julita de medeiros Costa
É a primeira língua que uma criança aprende. Em certos casos, quando a criança é educada por pais (ou outras pessoas) que falem línguas diferentes, é possível adquirir o domínio de duas línguas simultaneamente, cada uma delas podendo ser considerada língua materna, configura-se então uma situação de bilingüismo.
A expressão língua materna provém do costume em que as mães eram as únicas a educar seus filhos na primeira infância, fazendo com que a língua da mãe seja a primeira a ser assimilada pela criança, condicionando seu aparelho fonador àquele sistema lingüístico.
A aquisição da língua materna ocorre em várias fases. Inicialmente, a criança registra literalmente os fonemas e as entonações da língua, sem ainda ser capaz de os reproduzir. Em seguida, começa a produzir sons e entonações até que seu aparelho fonador permita-lhe a articular palavras e organizar frases, assimilando contemporaneamente o léxico. A sintaxe e a gramática são integradas paulatinamente dentro deste processo de aprendizagem.
Referências:
• Wikipédia - Língua Materna. Dia da consulta- 29/03/2009.
Estudante: Ana Edilza Aquino de Souza
Definição:
Lingua Geral ou Lingua Franca é uma expressão latina para língua de contato ou língua de relação resultante do contato e comunicação entre grupos ou membros de grupos lingüisticamente distintos para o comércio internacional e outras interações mais extensas.
As línguas gerais
É um termo específico para determinada categoria de línguas, que surgiram na América do Sul nos séculos XVI e XVII em condições especiais de contato entre europeus e povos indígenas. A expressão língua geral tomou um sentido bem definido no Brasil nos séculos XVII e XVIII, quando, tanto em São Paulo como no Maranhão e Pará, passou a designar as línguas de origem indígena faladas, nas respectivas províncias, por toda a população originada no cruzamento de europeus e índios tupi-guaranis (especificamente os tupis em São Paulo e os tupinambás no Maranhão e Pará), à qual se foi agregando um contingente de origem africana e contingentes de vários outros povos indígenas, incorporados ao regime colonial, em geral na qualidade de escravos ou de índios de missão.
Língua geral paulista
O grupo de colonos desembarcados por Martim Afonso de Souza em São Vicente era integrado exclusivamente por homens. Somente em 1537 chegou o primeiro casal português a São Vicente (Madre de Deus [1797] 1975: 63-64). Mesmo com a chegada subseqüente de outros casais, ou com a chamada das esposas portuguesas por alguns colonos, o afluxo maior continuou sendo de homens sós, que passavam a viver com mulheres indígenas. Dessa situação resultou uma população mestiça cuja língua materna era o tupi das mães e também de toda a parentela, já que do lado dos pais em geral não havia parentes consangüíneos. Falava-se correntemente a língua original indígena e apenas o marido e, a partir de certa idade, os filhos homens eram bilíngües em português (com domínio pleno desta língua se eram portugueses, com domínio provavelmente restrito em diferentes graus quando eram mamelucos. Por muito mais de cem anos continuou o idioma das primeiras mães a ser a língua dos paulistas.
O guarani criollo
Entre os rios Paraná e Paraguai, porém, fora das reduções jesuíticas e já antes delas, desenvolveu-se uma situação de contato entre colonos espanhóis, predominantemente homens, e índios guaranis, bastante semelhante à que se produziria em São Paulo, com o surgimento de uma crescente população mestiça cuja língua materna era o guarani e não o espanhol. Nessa situação, o guarani indígena se transformou pouco a pouco na língua comum (geral) aos mestiços (mancebos de la tierra), aos espanhóis aí estabelecidos e aos índios, guaranis ou não, incorporados às atividades coloniais. Esta língua geral é hoje o guarani criollo (GNC), chamado na própria língua de avañe?en (‘língua de gente, língua de índio’) e, com referência às variedades mais marcadas por empréstimos e decalques do espanhol, jopará (‘mistura, mescla’); mais geralmente, porém, guarani paraguayo e, na Argentina, com apenas pequenas divergências dialetais, guarani correntino (do topônimo Corrientes) e guarani goyano (do topônimo Goya).
A língua geral amazônica
Na ocupação do Maranhão, do Pará e da Amazônia pelos portugueses, reproduziu-se em linhas gerais a situação que caracterizou a relação entre portugueses e tupis em São Paulo. A forte interação dos colonos e soldados portugueses com os tupinambás levou ao surgimento de uma população mestiça, inicialmente de pais europeus e mães indígenas, cuja língua ficou sendo a das mães. A partir da segunda metade do século XIX passou a ser chamada também de nheengatu, nome introduzido na literatura por Couto de Magalhães (1876), que também a rotulou de "língua tupi viva"; Tastevin (1910) chamou-a também de "língua tapïhïya" (tapy’ýja ‘índio, tapuio’). Pelos missionários franciscanos do século XVIII foi chamada não só língua geral, mas também brasiliano (Edelweiss 1969: 109ss.). Na Colômbia e na Venezuela é chamada "lengua yeral", nome em que se baseou a sigla YRL para a LGA no catálogo de línguas do mundo organizado por B. Grimes (1992).
Referências:
• RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. In: As línguas gerais sul-americanas.
• Wikipédia - Língua Franca
Estudante: Millena Ariella
"Conhecer uma língua quer dizer ser capaz de traduzir mentalmente, a partir da língua que se sabe, a língua que se conhece. Desde então, não falamos mais do mesmo lugar, nos comunicamos."
Melman, 1992:15-16
Estudante: Rafael Dantas
Língua pode ser:
*Língua (anatomia) - orgão utilizado para degustação e deglutição.
*Língua (lingüística) - idioma falado por um povo.
Fala é a capacidade ou o uso dessa capacidade de emitir sons em algum padrão (uma língua). Para falar ou cantar, movimentamos cerca de uma dúzia de músculos da laringe, aproximadamente de diversas maneiras as cordas vocais. O ar que sai dos pulmões percorre os brônquios e a traquéia, chegando até a laringe, os músculos da glote se contraem, regulando a passagem do ar. Os movimentos da glote fazem as cordas vocais vibrarem e produzir sons.
Linguagem diz respeito a um sistema constituído por elementos que podem ser gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, que são usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Nesta acepção, linguagem aproxima-se do conceito de língua.
Estilo é o modo de expressar-se de um grupo ou de um período histórico. Elementos constantes ou semelhantes da produção artística de um povo num determinado período. Peculiaridade que apresentam as obras de arte ou arquitetônicas, produzidas de acordo com certos princípios, numa dada época, por determinado povo, segundo técnicas específicas.
Referências:
• Yahoo Respostas
Estudante: Fabiano da Silva Lima
1. Uma palavra é adotada em Interlíngua desde que ela seja comum a pelo menos 3 das línguas nacionais escolhidas como fonte: português, espanhol, italiano, francês e inglês; alemão e russo podem vir a ser considerados.
A forma da palavra é a forma do protótipo, isto é, a forma que deu origem às diferentes formas das línguas nacionais. Assim, embora a palavra portuguesa olho possa ser bastante diferente do espanhol ojo, do italiano occhio e do francês oeil, todas se originaram de uma forma latina anterior oculo, que sobrevive na composição de palavras internacionais como oculista, ocular, etc. Portanto, olho em Interlíngua é oculo. (Interlíngua não usa sinais de acento gráfico; neste texto vogais tônicas serão sublinhadas para facilitar a leitura.
2. A interlíngua é uma língua auxiliar internacional baseada na existência de um vasto vocabulário comum compartilhado por línguas de grande difusão mundial. São palavras como abreviação, abdicação, abdução, abjuração, abolição, abominação, aborígene, absoluto, absorção, abstenção, abstração, acácia, etc.
Essas palavras geralmente são greco-romanas em sua origem, mas há palavras internacionais de outras origens: iglu, quimono, vodca, jaguar, vis-à-vis, software, etc.
A interlíngua veio a público em 1951 pela International Auxiliary Language Association, após mais de duas décadas de estudos lingüísticos, com a publicação das suas duas obras básicas que são: Interlingua–English Dictionary, com 27.000 palavras, e Interlingua Grammar.
3. Interlíngua é o sistema de transição criado pelo aprendiz, ao longo de seu processo de assimilação de uma língua estrangeira. É a linguagem produzida por um falante não nativo a partir do início do aprendizado, caracterizada pela interferência da língua materna, até o aprendiz ter alcançado seu teto na língua estrangeira, ou seja, seu potencial máximo de aprendizado.
Referências:
• O que é Interlíngua?
• Wikipédia - Interlíngua
• Interferência, Língua e Fossilização
Estudante: Fúlvio Saraiva
idioleto /é/ s.m. LING o sistema lingüístico de um só indivíduo num determinado período de sua vida, que reflete suas características pessoais, os estímulos a que foi submetido, sua biografia etc.; idiolecto [Pertence ao campo da langue, e não da parole, porque trata de particularidades lingüísticas constantes, não fortuitas.] ETIM idi(o)- + -leto (ou -lecto), depreendido de dialeto; ver dialect- ou dialet.
HOUAISS, Antônio (1915-1999) e Villar, Mauro de Salles (1939- ). Dicionário Houaiss da Língua Português. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Idioleto
Idioleto é o conjunto dos enunciados produzidos por uma só pessoa, e principalmente as constantes lingüísticas que lhes estão subjacentes e que consideramos como idiomas ou sistemas específicos; o idioleto é, portanto, o conjunto dos usos de uma língua própria de um indivíduo, num momento determinado (seu estilo).
A noção de idioleto acentua certos caracteres particulares dos problemas da geografia lingüística: todo “corpus” de falares, dialetos ou línguas só é representativo na medida em que emana de locutores suficientemente diversificados; mas é, pelo menos no início, sobre bases não lingüísticas que são escolhidos esses locutores e os enunciados que eles produzem. Mesmo se o pesquisador levanta, para um dado falar, enunciados em número suficiente de todos os locutores encontrados na língua estudada, ele postula implicitamente que esses locutores têm o mesmo falar. A noção de idioleto implica, ao contrário, que há variação não somente de um país a outro, de uma região a outra, de uma aldeia a outra, de uma classe social a outra, mas também de uma pessoa a outra. O idioleto é, de início, a única realidade que encontra o dialetólogo.
DUBOIS, Jean, Mathée Giacomo, Lois Guespin, Christiane Marcellesi, Jean-Baptiste Marcellesi, Jean-Pierre Mevel. Dicionário de Linguística. São Paulo: Editora Cultrix. 8ª edição, 2001.
Idioleto s.m.
FR. Idiolecte; INGL. Idiolect
1. Idioleto é a atividade semiótica, produtora e/ou leitora das significações – ou o conjunto de textos relativos a isso -, própria de um autor* individual*, que participa de um universo* semântico dado. Na prática das línguas* naturais, as variações* individuais não podem ser muito numerosas nem constituir desvios* muito grandes: elas correriam, assim, o risco de interromper a comunicação* interindividual. Neste sentido, são consideradas geralmente como fenômenos de superfície*, que afetam, em primeiro lugar, os componentes fonético e lexical da língua. Em estado puro, o idioleto depende da psicolingüística patológica e poderia ser identificado com a noção de autismo.
2. Situado no nível das estruturas profundas*, o problema do idioleto deve ser aproximado da noção de estilo*. Nessa perspectiva, pode-se conceber o idioleto como sendo o uso que um ator individual faz do universo semântico indvidual (tal como está constituído pela categoria* vida/morte) que ele pode dotar de investimentos hipotáxicos* particularizantes, e do universo coletivo (articulado pela categoria natureza/cultura), de cujos termos ele pode dispor a seu modo, homologando-o como o universo individual. Evidentemente são apenas algumas sugestões, relativas a uma problemática particularmente árdua.
GREIMAS, A. J. e J. Courtés. Universo semântico, Socioleto, Estilo, Psicossemiótica. Dicionário de semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.
Estudante: Ítalo Rodrigues Sousa
Família Linguística é um grupo de línguas provenientes de uma mesma descendência, ou de uma mesma linhagem, que derivam de uma língua ancestral comum. Esse grupo de línguas é rigorosamente identificado através da Filologia, ciência que estuda uma língua a partir de documentos escritos, considerando fatos externos e internos que influenciaram na evolução de uma determinada língua ao longo do tempo. Sendo assim, a família linguística é uma unidade filogenética, o que significa dizer que todos os seus membros derivam de um ancestral comum chamado de “protolíngua”. Este ancestral é geralmente muito pouco conhecido diretamente, uma vez que a maior parte das línguas tem uma história escrita muito reduzida.
As famílias lingüísticas podem ser divididas em unidades filogenéticas menores, referidas convencionalmente como “ramos da família”, porque a história de uma família linguística é muitas vezes representada por um diagrama em árvore, uma espécie de “árvore genealógica” da língua em estudo. Como não temos, na maioria dos casos, conhecimento direto da protolíngua da qual os membros de determinada família ou subfamília descendem, é possível recuperar muitas das características de uma família linguística aplicando o “método comparativo”. Este procedimento, desenvolvido no século XIX pelo linguista August Schleicher, concerne na reconstrução da linhagem de determinada lingua com base na sua linha do tempo e no emparelhamento formal-semântico de duas ou mais línguas, independente do aspecto temporal.
Um exemplo concernente ao assunto diz respeito à família linguística indo-européia: muitos dos linguistas e filólogos que trabalham pelo viés do método histórico-comparativo, sustentam a tese de que o indo-europeu é o eixo comum de todas as línguas oficiais dos países da Europa Ocidental, com exceção do basco, e que subdividem-se em quatro ramos da família indo-européia: o helênico (grego), o românico (português, italiano, francês, castelhano, etc.), o germânico (inglês, alemão) e o céltico (irlandês, gaélico).
Referências:
• Lyons, John.“Linguagem e Linguistica – Uma Introdução”.Tradução de Averbuurg, Marilda Winkler; Souza, Clarisse Sieckenius de. LTC Editora. Rio de Janeiro-RJ, 1987.
• Saussure, Ferdinand de. “Curso de Linguistica Geral”. Tradução de Chelini, Antônio; Paes, José Paulo; Blikstein, Izidoro. Editora Cultrix LTDA. São Paulo-SP, 1995.
• Wikipédia - Filologia
• Wikipédia - Família Linguística
• Wikipédia - Línguas Indo-européias
• Wikipédia - Familia de Lenguas (espanhol)
• A Língua Portuguesa - UFRN
• Wapédia - Família Linguística
• Dicionário Aulete
Estudante: Fernanda Lima
Sabemos que quanto mais evoluída é uma nação maior é o interesse que recai sobre sua língua, daí a necessidade que muitos estudiosos tiveram de analisá-las. Ao realizarem esses estudos percebeu-se que muitas línguas possuem semelhanças entre si, formando “grupos”. Aprofundando-se nessas semelhanças descobriram-se as famílias linguísticas.
Famílias Linguísticas é um grupo de línguas que derivaram de um ancestral comum, uma proto-língua. Geralmente essa proto-língua é pouco conhecida, devido a pobreza de material escrito naquela época, porém é possível conhecê-la através de um processo histórico-comparativo, que trata-se de uma reconstituição da proto-língua a partir de suas “filhas”, baseando-se em suas semelhanças e diferenças.
As grandes famílias possuem ramos que são unidades filogenéticas menores. As línguas que não podem ser classificadas em nenhuma família são conhecidas como línguas isoladas.
As descrições já feitas permitiram identificar as seguintes famílias lingüísticas:
1. Línguas Indoeuropéias, a maior e a mais falada das famílias linguísticas.
2. Línguas Camito-semíticas: línguas etiópicas, árabe, aramaico, copta, berbere, hebraico, cuchítico, etc.
3. Línguas Uralo-altaicas: ugro-finlandês (finlandês, este, lapão, magiar), turco-mongol (turco, mongol), samoiedo, tungúsio.
4. Línguas Niger-congo (África).
5. Línguas Banto (África).
6. Línguas Nilo-saarianas (África).
7. Línguas Khoin: bosquímano, hotentote (África).
8. Línguas Caucasianas: georgiano, mingrélio, etc.
9. Línguas Malaio-polinésias e Melanésias: indonésio, malgaxe, etc.
10. Línguas da Ásia: línguas dravídicas (tâmul), línguas munda, línguas tai (laociano, siamês, vietnamita), chinês, línguas mon-khmer (cambodjiano), línguas tibeto-birmanesas, aino, coreano, japonês.
11. Línguas do filo* Ártico americano-paleossiberiano (esquimó, etc.),
12. Línguas do filo Na-Dene (línguas entre outras dos índios Apache e Navaho)
13. Línguas do filo Macro-Algonquino (línguas do Canadá e do norte dos Estados Unidos)
14. Línguas do filo Macro-Sioux
15. Línguas do filo Hoka (línguas da Califórnia e do México)
16. Línguas do filo Penuti (famílias Mixe-Zoque, Totonaca, Maia, entre outras)
17. Línguas do filo Azteca-Tano (entre outras, o Náutl Clássico)
18. Línguas do filo Oto-Mangue (línguas do México e da América Central)
19. Filo Macro-Chibcha (línguas da América Central e Norte do Brasil)
20. Línguas do macrofilo Jê-Pano-Karib, que inclui o Filo Macro-Jê no Brasil
21. Línguas do macrofilo Andino Equatorial (quêchua, aimara, faladas na Bolívia, Equador e Peru – línguas faladas por milhões de indivíduos), Tukano, Katukina, Tupi, entre outras.
Vamos nos deter um pouco na família indo-européia, pois dela originou o Latim, quer por sua vez transformou-se nas línguas românicas, entre as quais está o português.
Parte dos imigrantes indo-europeus instalaram-se na região do Lácio, na Itália, provavelmente 2.000 a.C. Por volta de 700 a.C. surgiu o Latim. Com o desenvolvimento da civilização romana, já em 150 a.C., os romanos invadem a península ibérica. O Latim que se dissemina na região da península é o Latim Vulgar, marcado pelo dinamismo, por ser utilizado pela comunidade ágrafa. Na península ibérica entra em contato com as línguas dos povos pré e pós-romanos, transformando-se por estes e outros fatores de ordem pragmática, dando origem as línguas românicas, entre elas o português no séc XIII d.C. Com a formação da nação portuguesa, e sua subsequente expansão, o português é trazido para o Brasil a partir de 1530.
Referências Bibliograáficas:
• CASTILHO, Ataliba. Como, onde e quando nasceu a língua portuguesa?
• CASTILHO, Ataliba. Como as línguas nascem e morrem? O que são famílias lingüísticas?
•
Wikipédia
Estudante: Tarcília Barboza Oliveira
Apresento as duas definições consideradas de melhor compreensão do termo pesquisado.
“Representação visível e durável da linguagem” (Cohen,1953,7), que de falada e ouvida, passa a ser escrita e lida. O processo predominante para isso foi o desenho de sinais convencionalmente correspondentes aos sons emitidos; desde os fenícios esses sinais se reportam aos fonemas e são letras, constituindo um sistema de grafia.
Camara Júnior, J. Matoso (1981) in: Dicionário de Linguística e Gramática.
A escrita é uma tecnologia, criada e desenvolvida historicamente nas sociedades humanas, podendo ser globalmente caracterizada como a ocorrência de marcas num suporte. Mesmo que, habitualmente, a função central atribuída à escrita seja de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e construção de conhecimentos. O avanço das novas tecnologias e as interações entre diferentes suportes (por exemplo, papel, tela) e linguagens (verbal ou não verbal) têm permitido, inclusive, o aparecimento de formas coletivas de construção de textos, como é exemplo a própria Wikipédia (de onde este verbete foi retirado).
Fonte:
• Wikipédia, acessado em: 01/03.
Estudante: Clariany Ferreira Correia
Dialeto: falar de uma comunidade, parte de uma comunidade maior, com cujo falar mantém afinidades estruturais, praticado geralmente sob a forma oral e não reconhecido por um Estado como forma de comunicação em suas relações internas e externas.
(ELIA, Sílvio. A Língua Portuguesa no Mundo).
Dialeto é um sistema de signos e de regras combinatórias da mesma origem que outro sistema considerado como a língua, mas que se desenvolveu, apesar de não ter adquirido o status cultural e social dessa língua, independentemente daquela.
(DUBOIS, Jean. Dicionário de Linguística. 1978).
Dialetos são falares regionais que apresentam entre si coincidência de traços linguísticos fundamentais.
(MATTOSO CÂMARA JR., Dicionário de Linguística e Gramática).
Dialeto é a modalidade de uma língua caracterizada por determinadas peculiaridades fonéticas, gramaticais ou regionais. As línguas não são totalmente homogêneas, o que constitui a dialetalização em um falar vivo difundido em um território vasto, e que é utilizado por uma população numerosa, como no caso o português do ceará que distingue do Rio Grande do Sul: o anglo-americano de Chicago distingue do de Boston, embora as formas regionais de uma língua não seja comum nacionalmente e não neguem sua unidade conforme o conjunto linguístico do qual elas irão fazer parte.
(Vanessa Braga Sá, Publicado no Recanto das Letras em 14/05/2006).
Dialeto são as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua. Os dialetos não ocorrem somente em regiões diferentes, pois numa determinada região, existem também as variações dialetais etárias, sociais referentes ao sexo masculino e feminino e estilísticas.
(FERREIRA, Ana Cláudia Fernandes. Variações da Língua).
Dialeto é qualquer variação regional de um idioma que não chegue a comprometer a inteligibilidade mútua entre o falante da língua principal com o falante do dialeto. As marcas linguísticas dos dialetos podem ser de natureza semântico-lexical, morfossintática ou fonético-morfológica.
(HOUAISS, Dicionário da língua portuguesa).
Dialeto. Língua regional ou variedade regional de uma língua.
(LUFT. Celso Pedro. Dicionário Gramatical da Língua Portuguesa).
Dialeto: variedade regional ou social de uma língua; linguajar.
(AURÉLIO. Novo Dicionário Básico da Língua. 1994/1995).
Dialeto. Variedade regional ou social de uma língua, que dela se distingue por certas peculiaridades léxicas, fonéticas, morfológicas e sintáticas não essencialmente diferenciadoras. Maneira de falar.
(KURY, Adriano da Gama. Dicionário da Língua Portuguesa).
Dialeto. Variante regional de uma língua, da qual difere pouco.
(AMORA, Antônio Soares. Dicionário da língua Portuguesa).
Dialeto. Variedade regional de uma língua.
(BUENO, Francisco da Silveira. Dicionário da Língua Portuguesa).
Dialeto seria um sistema de sinais originados de uma língua comum, viva ou desaparecida; normalmente, com uma concreta delimitação geográfica, mas sem uma forte diferenciação diante dos outros dialetos de mesma origem. De modo secundário, poder-se-iam também chamar dialetos as estruturas linguísticas, simultâneas de outra, que não alcançam a categoria de língua.
(UFRG - A Língua Portuguesa)
Dialeto. São as várias línguas dentro de uma língua-padrão mais ou menos próximas entre si, mais ou menos diferenciadas, mas que não chegam a perder a configuração da língua de origem.
(BECHARA. Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa).
Dialeto é uma língua mais ou menos uniforme falada por uma população homogênea com mobilidade apenas local.
(GLEASON Jr., H.A. Introdução à Linguística Descritiva).
Dialeto é a fala característica de certas regiões de um país, marcada por vocabulário próprio, construções gramaticais determinadas e, oralmente, sotaque definido.
(CASTRO. Maria da Conceição. Língua e Literatura).
Dialeto é uma espécie de distintivo ou emblema dos grupos, e, nesse sentido, colaboram para constituir sua identidade. Os dialetos correspondem em grande parte a grupos sociais relativamente definidos: os que residem numa região ou em outra; os que pertencem a uma classe social ou outra; os que são mais jovens ou mais velhos; os que são homens ou mulheres; os que têm uma profissão ou outra etc.
(Maria Bernadete M. Abaurre e Sírio Possenti. Vestibular Unicamp: Língua Portuguesa).
Dialeto é a reprodução da forma de expressão de um grupo social.
(FERREIRA. Marina. Português. Atual. 2004).
Dialeto é a maneira própria de falar de determinada região: pode ter uma gramática própria; a concordância, por exemplo, é estabelecida de acordo com regras diferentes das que estabelecem a concordância na norma culta. Ou imposta pelos acontecimentos e mudanças comportamentais da sociedade ao longo dos tempos, sofre variações constantes. As palavras sofrem alterações na grafia ou mudam de sentido.
(SARMENTO. Leila Lauar. Português. São Paulo: Moderna. 1ª edição. 2004).
Dialeto é variedade de uma língua, não reconhecida por um Estado, que apresenta diferenças marcantes. As diferenças em relação a tal língua são principalmente de natureza fonética, lexical e semântica e em menor escala, morfológica e sintática. Essas distinções não podem impedir a comunicação, os falantes deverão conseguir, com maior ou menor dificuldade, no âmbito do dialeto, comunicar-se.
(Edvaldo da Costa e Silva Jr.).
Estudante: Edvaldo da Costa e Silva Júnior
S.m 1 Originário do país onde vive; aborígene, autóctone. 2 Indivíduo nascido na América e descendente de europeus. 3 Negro nascido na América, por oposição ao originário da África. 4 Designação popular atribuída a pessoas de pele escura (negros) no Brasil.
Ling. 1 Língua mista nascida a partir do contato entre línguas européias e línguas nativas. 2 Língua crioula é uma língua derivada de um pidgin, que nasce da necessidade de comunicação entre falantes de duas ou mais línguas tendo como base uma língua de maior prestígio social. 3 Crioulização é o processo de transformação de um pidgin em uma língua crioula.
Adj. 1 Bras. (Rio G. do Sul) natural de qualquer ponto do estado. 2 Diz-se dos animais e plantas descendentes de pais importados e já aclimatados no país.
3 Aplica-se ao animal oriundo de uma determinada fazenda, isto é, nascido e criados ali sem cruzamento, rústicos. 4 Designativo de uma espécie de cana-de-açúcar. 5 Gallinha Crioula, galinha sem tipo nem raça definida, que nasce e se cria em casa. 6 Uma raça eqüestre. 7 Cigarro de palha e fumo de rolo.
Bibliografia:
• FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. 11ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, s/d.
• SILVA, António de Moraes. Grande Dicionário da língua Portuguesa. Vl. 3 - 10ª edição. Lisboa: Confluência, s/d.
• FERNANDES, Fernando e LUFT, Celso Pedro. Dicionário Brasileiro Globo. 40ª edição. São Paulo: Globo, 1995.
• Verbete Língua Crioula Wikipédia
• Dicionário Michaelis
Estudante: Luzia Michelle Nunes
O termo bilinguismo, aplicado ao indivíduo, pode significar simplesmente a capacidade de expressar-se em duas línguas. Numa comunidade, pode ser definido como a coexistência de dois sistemas lingüísticos diferentes (língua, dialeto, etc.), que os falantes utilizam alternadamente, a depender das circunstâncias, com igual fluência ou com a proeminência de um deles.
O bilinguismo constitui a forma mais simples de multilinguismo (que, por sua vez, se opõe ao monolinguismo), e pode ocorrer em diversas situações, tais como:
• Uma segunda língua é aprendida na escola:
• Emigrantes estrangeiros falam a língua do país hospedeiro (mesmo que com alguma dificuldade),
• Em países nos quais há mais de uma língua oficial,
• Crianças cujos pais são de diferentes nacionalidades,
• Pessoas surdas que, além da linguagem de sinais, utilizam alguma língua oral, na tentativa de se comunicar com a comunidade ouvinte (observando-se que o bilinguismo dos surdos é um caso especial).
Estes grupos de pessoas têm necessidades distintas e desenvolvem, por isso, capacidades distintas nas línguas que falam, dependendo das necessidades e dos diferentes contextos.
No que respeita à educação de crianças como bilingues, Saunders mostra que existem vantagens e desvantagens neste processo.
Vantagens do ensino bilíngue
1. Quando adquirido na infância permite que a criança tenha a pronúncia de um nativo;
2. Desde a infância faz com que a criança desenvolva superioridade em habilidades em geral;
3. Q.I. e um grau de aprendizado superior àquele de crianças monolingues;
4. Proficiência nas duas línguas, não sendo necessário processo formal de aprendizado.
Desvantagens do bilinguismo
1. Pode retardar a inteligência verbal, isto é, a criança pode demorar mais para falar, pois aprenderá dois sinônimos para cada palavra;
2. Uma língua sempre, de uma forma ou de outra, influencia a outra;
3. Pode ocorrer "triggering", ou seja, mudança de idioma, caso não se saiba uma palavra em uma das línguas.
4. Possibilidade de misturar as diversas línguas, acidentalmente;
5. Sentimento de ir perdendo uma das línguas (por norma, a minoritária);
6. Ver-se “obrigado” a servir de intérprete em diversas situações.
7. O bilíngue escolhe a língua do interlocutor e desactiva, da melhor maneira que consegue, a(s) outra(s) língua(s); no entanto esta desactivação não é total: há interferências. As interferências podem ocorrer a diversos níveis:
• Fonológico;
• Sintático;
• Semântico;
• Pragmático.
Sobre o bilinguismo e os Surdos
No século XIX os Surdos reivindicaram os seus direitos e a sua língua já foi reconhecida. Entre esses direitos estava a utilização da sua língua na educação dos Surdos, que eles fossem reconhecidos não como deficientes, mas como diferentes e que sua cultura fosse respeitada. Assim, dentro da comunidade ouvinte, eles construíram uma comunidade própria, com a sua língua, a sua cultura e tentaram estabelecer-se como grupo minoritário que pudesse ser aceito numa visão multicultural.
Para os bilinguístas, os Surdos não precisam almejar ser iguais aos ouvintes, podendo aceitar e assumir a surdez. O conceito principal que a filosofia bilíngue traz é de que os Surdos formam uma comunidade, com cultura e língua próprias. Os bilinguístas preocupam-se em entender o indivíduo Surdo, as suas particularidades, a sua língua (língua gestual), a sua cultura e a sua forma particular de pensar, em vez de apenas os aspectos biológicos ligados à surdez.
O Brasil, quanto ao sistema de educação bilíngue, na maioria dos países, acredita que o campo da educação bilíngue sempre foi um campo de batalha ideológica. Por um lado, existem pessoas que apenas aceitam a educação bilíngue como um “mal necessário” – e fazem de “bilíngue” um termo quase pejorativo. Por outro lado existem pessoas que vêem a educação bilíngue como uma ferramenta para cultivar pluralismo, o respeito às diferenças, a auto-estima de grupos minoritários e o conhecimento cultural e linguístico essenciais para uma sociedade globalizada.
Na grande maioria dos países, o bilinguismo daqueles que não são proficientes na língua nacional, mas que falam outra língua como materna, é desprezado.
Assim sendo, apesar do bilinguismo dos ouvintes ser considerado chique, o bilinguismo dos Surdos não o é, visto que o Surdo não domina a língua nacional como nativo da língua. Como tal, ainda existem muitas batalhas a travar, no campo do bilinguismo.
Referências bibliográficas
• Verbete Bilinguismo Wikipédia
• Verbebe Bilinguismo e os Surdos Wikipédia
Estudante: Jéssica Maria Mota Medeiros
a•nap•ti•xe - Também conhecido por Suarabácti, é um tipo especial de Epêntese, que é um dos metaplasmos (alterações fonéticas que ocorrem em determinadas palavras ao longo da evolução de uma língua, o que ajuda a compreender a etimologia de muitas dessas palavras, podendo ocorrer pela: adição, supressão ou modificação dos sons) por adição de fonemas a que as palavras podem estar sujeitas à medida que uma língua evolui. A anaptixe consiste na intercalação de vogal para desfazer um grupo consonantal descômodo.
Exemplos:
bratta > b(a)rata, fevreiro > fev(e)reiro, prão > p(o)rão.
Atualmente, como é tendência da língua, a anaptixe continua a ocorrer, especialmente na fala popular.
Exemplos:
absoluto > ab(i)ssoluto, advogado > ad(e)vogado ou ad(i)vogado, pneu > p(e)neu ou p(i)neu, subtração > sub(i)tração, psicólogo > p(i)sicólogo.
Referências Bibliográficas
• Verbete Anaptixe na Wikipedia. Acesso em: 19 fev. 2009.
• Sítio do Prof. Paulo Hernandes
• Portal da Língua Portuguesa
Estudante: Francisca Lúcia Sousa de Aguiar
Alterações diatópicas, Diferenças de espaço geográfico; identificadas mais comumente como dialetos. Ex.: o dialeto nordestino, o dialeto de São Paulo, o dialeto de Fortaleza etc. Segundo Preti (2003, p.24), as variedades diatópicas, ou geográficas, são responsáveis pelos “regionalismos, provenientes de dialetos ou falares locais”, e que conduzem à oposição linguagem urbana/linguagem rural.
Referências Bibliográficas:
• Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos (CIFEFIL)
• Recanto das Letras
Estudante: Roberto Cezar Amorim de Castro
"São as distinções entre diversos tipos de modalidade expressiva que caracterizam - no mesmo estrato social - os grupos 'biológicos' (homens, mulheres, crianças, jovens) e os grupos profissionais."
COSERIU, 1980: 110-111
Estudante: Francisca Joyce Monteiro Vieira
1. Também designado por metaplasma por alguns autores, é o nome que se dá às alterações fonéticas que ocorrem em determinadas palavras ao longo da evolução de uma língua, o que ajuda a compreender a etimologia de muitas dessas palavras. O metaplasmo pode ocorrer pela adição, supressão ou modificação dos sons.
2. Metaplasmo: Modificação que sofrem as palavras durante a sua transição histórica, sem, contudo, se prejudicarem totalmente em seu primeiro sentido; o mesmo que figura de dicção. Nota. Essas modificações se operam por adição subtração, permuta e transposição de sons, por meio das figuras denominadas prótese, apêntese, paragoge, aférese, síncope, apócope, crase, assimilação, hipértese e metatese.
Referências:
• Wikipédia - Metaplasmo. Acesso em: mar/2009.
• CARVALHO, José Mesquita. Dicionário Prático da Língua Portuguesa- ed. Globo, 1952.
Estudante: Janayna de Sousa Maciel
Língua materna é a que uma criança aprende até os 5/6 anos. É o indivíduo que tendo adquirdo uma língua particular, por exemplo o português, possui todos os subsídios necessários para o funcionamento da mesma. Entretanto, há pessoas que possuem a capacidade de falar duas línguas quando criança. Isso ocorre devido ao convívio com pais ou pessoas que se comunicam entre si através de idiomas distintos. É o caso do bilingüísmo.
Referências:
• Wikicionário - Língua Materna.
• Dicionário Babylon
Estudante: Francisco Rodrigo Batista da Silva
Dialeto é a forma como uma língua é realizada numa região específica. Cientificamente este conceito é conhecido por "variação diatópica", "variante geolinguística" ou "variante dialetal".
Uma língua divide-se em inúmeras variantes dialetais. Desde as mais abrangentes (como o português europeu e o português brasileiro) até às sub-variantes mais específicas.
Por exemplo, o grupo dialetal gaúcho, que se inclui nos dialetos do Sul do Brasil. O grupo dialetal cearense, que se inclui no grupo dialetal do Nordeste do Brasil.
Os critérios que levam a que um conjunto de dialetos seja considerado uma língua autônoma e não uma variante de outra língua são complexos e frequentemente subvertidos por motivos políticos. A Linguística considera os seguintes critérios para determinar que um conjunto de dialetos fazem parte de uma língua:
• Critério da compreensão mútua. Se duas comunidades conseguem facilmente compreender-se ao usarem o seu sistema linguístico, então, elas falam a mesma língua.
• Critério da existência de um corpus lingüístico comum. Se entre duas comunidades existe um conjunto de obras literárias que são consideradas patrimônio usado por ambas (sem que haja necessidade de tradução), então elas falam a mesma língua.
• Um dialeto, para ser considerado como tal, tem de ser falado por uma comunidade regional. As características da língua que não são específicas de um grupo regional são consideradas socioletos (variedades próprias de diferentes grupos sociais, etários ou profissionais) ou idioletos (variedades próprias de cada indivíduo).
Referências:
• Wikipédia - Dialeto.
Estudante: David Aragon
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