S.m 1 Originário do país onde vive; aborígene, autóctone. 2 Indivíduo nascido na América e descendente de europeus. 3 Negro nascido na América, por oposição ao originário da África. 4 Designação popular atribuída a pessoas de pele escura (negros) no Brasil.
Ling. 1 Língua mista nascida a partir do contato entre línguas européias e línguas nativas. 2 Língua crioula é uma língua derivada de um pidgin, que nasce da necessidade de comunicação entre falantes de duas ou mais línguas tendo como base uma língua de maior prestígio social. 3 Crioulização é o processo de transformação de um pidgin em uma língua crioula.
Adj. 1 Bras. (Rio G. do Sul) natural de qualquer ponto do estado. 2 Diz-se dos animais e plantas descendentes de pais importados e já aclimatados no país.
3 Aplica-se ao animal oriundo de uma determinada fazenda, isto é, nascido e criados ali sem cruzamento, rústicos. 4 Designativo de uma espécie de cana-de-açúcar. 5 Gallinha Crioula, galinha sem tipo nem raça definida, que nasce e se cria em casa. 6 Uma raça eqüestre. 7 Cigarro de palha e fumo de rolo.
Bibliografia:
• FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. 11ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, s/d.
• SILVA, António de Moraes. Grande Dicionário da língua Portuguesa. Vl. 3 - 10ª edição. Lisboa: Confluência, s/d.
• FERNANDES, Fernando e LUFT, Celso Pedro. Dicionário Brasileiro Globo. 40ª edição. São Paulo: Globo, 1995.
• Verbete Língua Crioula Wikipédia
• Dicionário Michaelis
Estudante: Luzia Michelle Nunes
O termo bilinguismo, aplicado ao indivíduo, pode significar simplesmente a capacidade de expressar-se em duas línguas. Numa comunidade, pode ser definido como a coexistência de dois sistemas lingüísticos diferentes (língua, dialeto, etc.), que os falantes utilizam alternadamente, a depender das circunstâncias, com igual fluência ou com a proeminência de um deles.
O bilinguismo constitui a forma mais simples de multilinguismo (que, por sua vez, se opõe ao monolinguismo), e pode ocorrer em diversas situações, tais como:
• Uma segunda língua é aprendida na escola:
• Emigrantes estrangeiros falam a língua do país hospedeiro (mesmo que com alguma dificuldade),
• Em países nos quais há mais de uma língua oficial,
• Crianças cujos pais são de diferentes nacionalidades,
• Pessoas surdas que, além da linguagem de sinais, utilizam alguma língua oral, na tentativa de se comunicar com a comunidade ouvinte (observando-se que o bilinguismo dos surdos é um caso especial).
Estes grupos de pessoas têm necessidades distintas e desenvolvem, por isso, capacidades distintas nas línguas que falam, dependendo das necessidades e dos diferentes contextos.
No que respeita à educação de crianças como bilingues, Saunders mostra que existem vantagens e desvantagens neste processo.
Vantagens do ensino bilíngue
1. Quando adquirido na infância permite que a criança tenha a pronúncia de um nativo;
2. Desde a infância faz com que a criança desenvolva superioridade em habilidades em geral;
3. Q.I. e um grau de aprendizado superior àquele de crianças monolingues;
4. Proficiência nas duas línguas, não sendo necessário processo formal de aprendizado.
Desvantagens do bilinguismo
1. Pode retardar a inteligência verbal, isto é, a criança pode demorar mais para falar, pois aprenderá dois sinônimos para cada palavra;
2. Uma língua sempre, de uma forma ou de outra, influencia a outra;
3. Pode ocorrer "triggering", ou seja, mudança de idioma, caso não se saiba uma palavra em uma das línguas.
4. Possibilidade de misturar as diversas línguas, acidentalmente;
5. Sentimento de ir perdendo uma das línguas (por norma, a minoritária);
6. Ver-se “obrigado” a servir de intérprete em diversas situações.
7. O bilíngue escolhe a língua do interlocutor e desactiva, da melhor maneira que consegue, a(s) outra(s) língua(s); no entanto esta desactivação não é total: há interferências. As interferências podem ocorrer a diversos níveis:
• Fonológico;
• Sintático;
• Semântico;
• Pragmático.
Sobre o bilinguismo e os Surdos
No século XIX os Surdos reivindicaram os seus direitos e a sua língua já foi reconhecida. Entre esses direitos estava a utilização da sua língua na educação dos Surdos, que eles fossem reconhecidos não como deficientes, mas como diferentes e que sua cultura fosse respeitada. Assim, dentro da comunidade ouvinte, eles construíram uma comunidade própria, com a sua língua, a sua cultura e tentaram estabelecer-se como grupo minoritário que pudesse ser aceito numa visão multicultural.
Para os bilinguístas, os Surdos não precisam almejar ser iguais aos ouvintes, podendo aceitar e assumir a surdez. O conceito principal que a filosofia bilíngue traz é de que os Surdos formam uma comunidade, com cultura e língua próprias. Os bilinguístas preocupam-se em entender o indivíduo Surdo, as suas particularidades, a sua língua (língua gestual), a sua cultura e a sua forma particular de pensar, em vez de apenas os aspectos biológicos ligados à surdez.
O Brasil, quanto ao sistema de educação bilíngue, na maioria dos países, acredita que o campo da educação bilíngue sempre foi um campo de batalha ideológica. Por um lado, existem pessoas que apenas aceitam a educação bilíngue como um “mal necessário” – e fazem de “bilíngue” um termo quase pejorativo. Por outro lado existem pessoas que vêem a educação bilíngue como uma ferramenta para cultivar pluralismo, o respeito às diferenças, a auto-estima de grupos minoritários e o conhecimento cultural e linguístico essenciais para uma sociedade globalizada.
Na grande maioria dos países, o bilinguismo daqueles que não são proficientes na língua nacional, mas que falam outra língua como materna, é desprezado.
Assim sendo, apesar do bilinguismo dos ouvintes ser considerado chique, o bilinguismo dos Surdos não o é, visto que o Surdo não domina a língua nacional como nativo da língua. Como tal, ainda existem muitas batalhas a travar, no campo do bilinguismo.
Referências bibliográficas
• Verbete Bilinguismo Wikipédia
• Verbebe Bilinguismo e os Surdos Wikipédia
Estudante: Jéssica Maria Mota Medeiros
a•nap•ti•xe - Também conhecido por Suarabácti, é um tipo especial de Epêntese, que é um dos metaplasmos (alterações fonéticas que ocorrem em determinadas palavras ao longo da evolução de uma língua, o que ajuda a compreender a etimologia de muitas dessas palavras, podendo ocorrer pela: adição, supressão ou modificação dos sons) por adição de fonemas a que as palavras podem estar sujeitas à medida que uma língua evolui. A anaptixe consiste na intercalação de vogal para desfazer um grupo consonantal descômodo.
Exemplos:
bratta > b(a)rata, fevreiro > fev(e)reiro, prão > p(o)rão.
Atualmente, como é tendência da língua, a anaptixe continua a ocorrer, especialmente na fala popular.
Exemplos:
absoluto > ab(i)ssoluto, advogado > ad(e)vogado ou ad(i)vogado, pneu > p(e)neu ou p(i)neu, subtração > sub(i)tração, psicólogo > p(i)sicólogo.
Referências Bibliográficas
• Verbete Anaptixe na Wikipedia. Acesso em: 19 fev. 2009.
• Sítio do Prof. Paulo Hernandes
• Portal da Língua Portuguesa
Estudante: Francisca Lúcia Sousa de Aguiar
Alterações diatópicas, Diferenças de espaço geográfico; identificadas mais comumente como dialetos. Ex.: o dialeto nordestino, o dialeto de São Paulo, o dialeto de Fortaleza etc. Segundo Preti (2003, p.24), as variedades diatópicas, ou geográficas, são responsáveis pelos “regionalismos, provenientes de dialetos ou falares locais”, e que conduzem à oposição linguagem urbana/linguagem rural.
Referências Bibliográficas:
• Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos (CIFEFIL)
• Recanto das Letras
Estudante: Roberto Cezar Amorim de Castro
"São as distinções entre diversos tipos de modalidade expressiva que caracterizam - no mesmo estrato social - os grupos 'biológicos' (homens, mulheres, crianças, jovens) e os grupos profissionais."
COSERIU, 1980: 110-111
Estudante: Francisca Joyce Monteiro Vieira
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